Na década de 30, um grupo de operários que trabalhavam para a Rede de Viação Cearense, amantes do futebol, resolveram formar dois times, o Mata-Pasto e o Jurubeba. Na junção desses dois times forma-se o Ferroviário, que até então só disputava partidas amistosas. Até que no dia 9 de maio de 1933, o funcionário da RVC, Valdemar Caracas, decide fundar oficialmente o Ferroviário Atlético Clube. Além de fundador, Valdemar viria a ser técnico da equipe em 1945, quando foi campeão cearense, o primeiro de nove que o Tubarão da Barra conquistou.

O clube coral logo fez sucesso e tornou-se o clube do povo. O Ferrão ganhou essa alcunha pelo fato de ser mais ligado às classes inferiores da cidade, diferente dos rivais Ceará, Fortaleza e América-CE.

Ao longo de sua história, a equipe da Barra, colecionou feitos. O Ferrim, como é carinhosamente chamado, foi o último clube a ser campeão estadual de forma invicta, em 1968. Também foi o primeiro clube da capital a conquistar um titulo nacional, o Campeonato Brasileiro da Série D de 2018.

Além disso, o Ferroviário é um seleiro de craques. Jardel, Iarley, Mota, Mazinho Loyola, dentre outros. Todos esses saíram do campo do Estádio Elzir Cabral.

Torcida coral na Arena Castelão.

O século não vem sendo tão bom para a torcida coral. Com um jejum de títulos cearenses, anos sem disputar uma divisão nacional, a esperança renasceu a partir de 2017, quando disputou sua única final estadual dos últimos 20 anos.

Com a força de sua torcida, o Ferroviário está hoje na Série C. E se depender do amor dos corais, a passagem pela terceira divisão será curta.

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