Paralisação do Mais Médicos pode causar 100 mil mortes precoces no Brasil

O Brasil pode registrar 100 mil mortes consideradas evitáveis até 2030. Os óbitos seriam consequência de uma eventual paralisação do programa Mais Médicos e do congelamento dos gastos federais na atenção básica de saúde.

Segundo pesquisa do instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, as mortes decorreriam de doenças infecciosas e deficiências nutricionais. A pesquisa teve parceria da Universidade de Stanford, nos EUA, e do Imperial College, em Londres.

Um destes estudos foi publicado nesta sexta-feira, 26, na BMC Medicine, uma das principais revistas médicas do mundo. O estudo analisou dados de 5,507 municípios brasileiros, em uma projeção de 2017 até 2030. O levantamento não inclui os óbitos de maiores de 70 anos.

A crise guarda relação direta com o congelamento de gastos federais na atenção básica do país, com o famoso teto de gastos. As milhares de mortes poderiam ser evitadas com programas como o Mais Médicos, descontinuado no Brasil por rinhas ideológicas entre o governo Bolsonaro e Cuba.


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