Quixadá vai adquirir sistema de segurança eletrônica para suas escolas.

A preocupação com a segurança das crianças e adolescentes em idade escolar está presente na vida dos papais e mamães. Num mundo em que os tentáculos do tráfico de drogas e da violência fazem todo tipo de esforço para se infiltrar nos pátios das instituições de ensino e nas salas de aula, rastejando nas sombras da ilegalidade e se aproveitando da ausência de mecanismos de defesa do poder público, a prefeitura de Quixadá, no Sertão Central do Ceará, chega revolucionando o cenário em 2018 e anuncia investimento pesado na aquisição de um sistema de segurança eletrônico destinado à proteção da juventude, dos servidores e do patrimônio público. A medida, além de tudo, vai gerar significativa economia aos cofres do município.

O valor do investimento será de R$ 700 mil. O recurso vai garantir que 46 das 54 escolas do município, bem como a Biblioteca Pública, o centro de formação, o Conselho Municipal de Educação e a garagem dos ônibus escolares, disponham de segurança eletrônica através de videomonitoramento. A partir de uma central de monitoramento, profissionais poderão detectar movimentos suspeitos, possíveis atividades do tráfico, tentativas de invasão, registrar incidentes que exigem atenção imediata, tal como a necessidade de socorro e, com base em toda a informação recebida, acionar quase que imediatamente a Polícia Militar, o Serviço de Atendimento Médico de Urgência ou mesmo a direção das escolas.

De acordo com nota divulgada pela prefeitura, em comparação com a contratação de vigias, o investimento no sistema de segurança eletrônica vai gerar economia aos cofres do município. “Estamos falando de câmeras, alarmes, softwares, tudo conectado com uma central. Com o novo sistema, todos os serviços de manutenção e afins são garantidos pela empresa contratada”, afirma. Cita, também, que o ex-prefeito João da Sapataria havia sugerido a contratação de 130 vigias. Em quatro anos, o tempo de um mandato de prefeito, os gastos com estes profissionais alcançariam o montante de mais de R$ 11 milhões. “Com o vídeo monitoramento, este custo cai para R$ 2.800,00 (dois milhões e oitocentos mil), mais de oito milhões a menos”, diz a prefeitura.

Com o investimento criticado por aliados do médico Ricardo Silveira (PMDB), que perdeu a disputa eleitoral para Ilário Marques em 2016, a prefeitura afirmou em nota que estes opositores da administração “vivem o rancor da derrota das últimas eleições e se entristecem por todas as coisas boas que estão acontecendo em nosso município”.

A prefeitura também afirmou que “a política de segurança eletrônica foi uma das ações apresentadas como proposta de campanha do prefeito Ilário, ainda em 2016, e que virou referência, tendo o governo do estado se apropriado da proposta e a incorporado como ação governamental. Quixadá já foi, inclusive, contemplada com a iniciativa.”

A partir de 2018, portanto, os pais em Quixadá terão a segurança de que as escolas estarão sendo monitoradas e que qualquer ação contra a segurança de seus filhos, ocorridas dentro do ambiente escolar, será registrada em vídeo. A iniciativa já foi testada com bom êxito em várias prefeituras do país.


Site desenvolvido por Agência Clig