Após 10 anos de prejuízo, Maternidade de Quixadá tem seu primeiro dia livre de contrato com o médico Ricardo Silveira.

Nesta quinta-feira, 21, o Hospital Maternidade Jesus, Maria e José teve seu primeiro dia livre de um contrato com o médico Ricardo Silveira. O contrato, celebrado em 2010, expirou na quarta-feira, dia 20. A Maternidade teve uma década inteira de prejuízo e vários anos de disputa judicial com o cardiologista, que exige dinheiro da instituição filantrópica. 

A disputa judicial, que ainda não teve uma conclusão, começou depois que o médico Ricardo Silveira foi notificado pelos administradores da Maternidade de Quixadá, em 26 de novembro de 2014, de que o contrato celebrado com ele em 20 de maio de 2010, para fins de fornecimento de serviços de cardiologia, estava rescindido.

A maternidade afirma que o contrato era injusto porque dava a Ricardo Silveira 65% do lucro obtido com os serviços, ao passo que o obrigava a arcar com apenas 5% dos custos. No processo, Ricardo Silveira é acusado de tentar se enriquecer ilicitamente.

Ricardo Silveira chegou a montar com um de seus irmãos uma empresa para lucrar com os serviços de um hospital do coração, equipamento que seria construído num anexo à maternidade.

A maternidade afirma que o médico chegou a apresentar recibos falsos à justiça na tentativa de provar que havia efetuado gastos pessoais com a construção do equipamento. O bispo Dom Ângelo Pignoli, por sua vez, divulgou nota explicando que Ricardo Silveira estava mentindo. 

Ainda não é possível dizer se a expiração do contrato vai afetar a decisão judicial sobre o caso.

Em março, o médico tentou fazer política com a pandemia de coronavírus. Sugeriu que a prefeitura fizesse uso de leitos de UTI que ele, supostamente, havia deixado na maternidade. Era mentira. No local, nem teto existia. O bispo também expôs o engano e desmentiu o bolsonarista.

Em todos estes 10 anos, segundo o Bispo Dom Ângelo, Ricardo Silveira foi o único empecilho para a abertura de um Hospital do Coração em Quixadá.


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