Em 3 meses, mais de mil profissionais desistiram do Mais Médicos

Em 3 meses, 1.052 médicos brasileiros selecionados para o Mais Médicos desistiram de seus cargos. O número equivale a 15% das vagas disponibilizadas pelo governo federal. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

O objetivo do programa é aumentar a oferta de médicos no interior do Brasil. Os profissionais selecionados atuam em unidades básicas de saúde de pequenos municípios e comunidades indígenas.

De acordo com a Folha de S. Paulo, 7.120 brasileiros ingressaram na seleção aberta pelo governo. Além desses, o Ministério da Saúde previa que outros 1.397 médicos –brasileiros formados no exterior– começassem a trabalhar até o fim da última semana. O balanço dessas adesões ainda não foi divulgado.

Os profissionais que desistiram das vagas trabalharam entre uma semana e 3 meses. Os principais motivos relatados foram a necessidade de fazer residência, a busca por outras vagas e cursos de especialização.

Segundo o órgão, a saída do país foi decidida após declarações “ameaçadoras e depreciativas” feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Bolsonaro questionou por diversas vezes a capacidade dos profissionais cubanos e propôs que eles fossem reavaliados pelo governo brasileiro.

Depois da desistência, Bolsonaro afirmou que dará asilo aos cubanos que pedirem para permanecer no Brasil. “Nós temos que dar asilo às pessoas que queiram. Não podemos continuar ameaçando, como no governo passado. Quando eu for presidente, o cubano que quiser asilo aqui, vai ter“, disse.


 

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