( FOTO: HONÓRIO BARBOSA )

O ano passado foi marcado pelo crescimento no número de arboviroses – doenças transmitidas por picadas de mosquitos – registradas no Ceará. O índice foi o maior das últimas três décadas, quando o Estado registrou a primeira epidemia de dengue.

Com o objetivo de incentivar os municípios a atingirem melhores resultados no enfrentamento às arboviroses, o Governo do Estado liberou R$ 10 milhões às cidades que cumprissem seis critérios estabelecidos pela Secretaria da Saúde (Sesa) do Ceará.

A medida, na prática, foi eficaz. Em 2018, o número de doenças caiu e 100 cidades cearenses foram premiadas com o recurso. Os dados epidemiológicos do Estado apontam para um cenário de maior redução de casos de arboviroses observada nos últimos dez anos de análise.

As cidades premiadas no Sertão Central são Quixadá, Banabuiú, Boa Viagem, Choró, Dep. Irapuan Pinheiro, Ibaretama, Ibicuitinga, Madalena, Pedra Branca, Piquet Carneiro, Senador Pompeu e Solonópole.

COMO QUIXADÁ CONSEGUIU? 

Como Quixadá tem conseguido reduzir esse número de maneira tão eficiente?

O trabalho foi progressivo. Somente nos primeiros dois meses de 2017, o serviço de limpeza que foi implantado em regime de urgência conseguiu retirar das ruas 20 mil toneladas de lixo, conforme dados do poder executivo. Isto foi um golpe poderoso contra o mosquito Aedes Aegypti, que encontrava na sujeira espalhada nas vias espaços fáceis para proliferação. A seguir, foi determinada a manutenção de uma programação regular de limpeza.

Ainda em janeiro de 2017, foi criado o Comitê Municipal de Combate às Arboviroses, organismo ligado à Secretaria de Saúde e que realiza reuniões mensais envolvendo vários setores da sociedade. Este nível de organização permitiu o desenvolvimento de estratégias de combate ao Aedes Aegypt.

A prefeitura também contratou vinte e seis novos profissionais de combate às endemias, além de dar resolutividade a algumas demandas da classe. Isto permitiu que o volume de atividades de visitas aos domicílios dobrasse 100%.

presença constante dos agentes nas casas foi fator fundamental para a política eficiente de combate ao mosquito. Nas visitas, são realizadas inspeções, eliminação e tratamento de possíveis criadouros do Aedes Aegypti. Nos reservatórios de maior capacidade de armazenamento, a gestão pública investiu no controle biológico através de peixamento e telamento em caixas d’água.

De acordo com a Secretaria de Saúde do município, a vigilância epidemiológica é imediatamente acionada para visitar a residência de pacientes com suspeita de dengue ou chikungunya o mais rápido possível. O objetivo é realizar a ação de bloqueio através do borrifamento espacial por meio de bombas costais.

Estas ações tem permitido a redução do Índice de Infestação Predial em Quixadá. É importante, porém, que a população se conscientize de que pode juntar forças cuidando cada um do seu próprio espaço, mantendo-o limpo, seco e livre de potenciais focos do mosquito.

LEIA TAMBÉM:
DADOS CHOCANTES: 20 pessoas morreram em Quixadá em 2016 durante epidemia de dengue e chikungunya

QUIXERAMOBIM

Em Quixeramobim, a situação se agravou em relação aos anos anteriores. Os dados do Ministério da Saúde mostram que o município está com Índice de Infestação Predial de 11.0%, considerado altíssimo. A gestão de Clébio Pavone deve tentar estreitar a parceria com a população para evitar um surto que parece iminente. O quadro é perigoso e demanda atenção urgente.

ESPAÇO PUBLICITÁRIO


Site desenvolvido por Agência Clig