O então Deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) bate panela na tribuna durante sessão ordinária da Câmara dos Deputados.

Está sendo preparada uma visita do Ministro das Cidades do governo Temer, Bruno Araújo, ao município de Quixadá, no Sertão Central do Ceará. Na companhia do Presidente do Senado, Eunício Oliveira, e de correligionários locais do PMDB, Bruno Araújo deverá visitar as obras do Programa Minha Casa, Minha Vida. O Ministro é o ex-deputado que subiu à tribuna da Câmara para bater panela e pedir a saída de Dilma do governo.

Com investimento de quase R$ 100 milhões (parceria entre Governo do Estado e União), o residencial Rachel de Queiroz tem previsão de entrega para o fim de maio, segundo o governo estadual, e abrigará 1.454 famílias. O conjunto conta ainda com duas escolas, uma creche, um CRAS, quatro quadras poliesportivas, seis academias ao ar livre e estação de tratamento de água.

Residencial Rachel de Queiroz, em Quixadá.

De olho nas eleições do próximo ano, a oposição ao governo municipal de Quixadá pretende transformar a visita num grande evento político. O objetivo é demonstrar alguma força e, claro, tentar associar a própria imagem ao programa criado por Lula e que realizará o sonho da casa própria para tantas famílias quixadaenses.

O PROGRAMA

Minha Casa, Minha Vida em Quixadá.

Criado pelo ex-presidente Lula e ampliado pela ex-presidente Dilma, o Minha Casa, Minha Vida é considerado pela ONU como “um exemplo para o mundo”, já tendo contratado 3,4 milhões de casas e apartamentos em todo o país.

Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) revela que a prestação do imóvel do Minha Casa, Minha Vida é menor do que os gastos dos beneficiários com despesas de luz, água, gás e condomínio. Essas contas, segundo o Ipea, totalizam em média R$ 105,35, enquanto que as prestações para os beneficiários com renda de zero a R$ 1,6 mil estão em torno de R$ 64,96. Os números provam que o programa é de fato acessível à população mais pobre.


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