O açude Banabuiú, o terceiro maior do Ceará, está com aporte de 12,02% de água. Foto: Honório Barbosa.

O ano de 2020 foi o melhor em aporte hídrico desde 2012, quando começou o período mais longo e mais intenso de estiagem no sertão cearense. Terminou com 25,8% de volume médio nos 155 reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e, mais uma vez, a recarga vai depender de boas precipitações na próxima quadra chuvosa – fevereiro a maio. Nos três maiores açudes do Estado – Castanhão, Orós e Banabuiú -, apesar da situação ainda de alerta, é mais positiva que há um ano. O cenário indica melhora na reserva de água cearense.

Histórico

Ao fim da quadra chuvosa, em 31 de maio de 2020, o volume médio dos reservatórios era de 34,8%, o melhor dos últimos sete anos. Compare: 2019 (21,4%), 2018 (17,0%), 2017 (6,6%), 2016 (11,3%), 2015 (19,6%), 2014 (32,2%) e 2013 (46,6%). Em 31 de maio de 2012, o acumulado no Estado era de 64%.

Apesar de ter sido um período favorável, em 2020 “a distribuição das chuvas e os aportes nos reservatórios não foram homogêneos”, conforme observou o diretor de Operações da Cogerh, Bruno Rebouças.

As quatro bacias hidrográficas com maiores aportes estão na região Norte: Acaraú (72,5%), Litoral (70,8%), Ibiapaba (68,4%) e Coreaú (67,2%). A situação mais crítica verifica-se no Médio Jaguaribe (10,7%) e no Banabuiú (11,0%).

Alerta

Os três maiores e estratégicos açudes do Ceará – Castanhão (11,19%), Orós (20,87%) e Banabuiú (12,02%) – revelam que o quadro ainda é de alerta e, segundo o secretário Executivo da Secretaria de Recursos Hídricos, Aderilo Alcântara, “exige dos consumidores o uso racional da água e necessidade de aporte com as chuvas deste ano novo”. Apesar de o cenário ainda preocupar, há um ano a situação dos três principais reservatórios era mais delicada, 2,79%, 5,21% e 6,19%, respectivamente. (Via Diário do Nordeste)


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