Ricardo Silveira e João Paulo.

No exato momento em que baixou sua mão direita após o juramento de lealdade à Constituição Federal e às leis municipais, no final do ato de posse como prefeito titular de Quixadá, em substituição a Ilário Marques, na sexta-feira (17), João Paulo de Menezes Furtado colocou às claras a artificialidade da liderança do médico Ricardo Silveira no município.

É que praticamente toda a oposição a Ilário Marques imediatamente passou a orbitar João Paulo, deixando Ricardo Silveira completamente isolado.

Vamos pensar num cenário hipotético em que Ilário não voltasse mais para a prefeitura até a eleição de 2020. Opositores de Ilário continuariam se aproximando de João Paulo e há indicativos de que o próprio João Paulo não teria objeção a isto. Dependendo da forma como fosse governar, em 2020 sobraria quem ao lado do cardiologista? João Paulo, pelo peso do seu cargo, teria colocado em sua órbita toda a oposição relevante.

Ou alguém acha que o prefeito João Paulo abriria mão de tentar se reeleger com o apoio de seus novos adeptos? Ricardo Silveira teria muito mais dificuldade de vencer João Paulo como seu concorrente, pois este agrega o próprio eleitorado do médico, e fora deste círculo, Ricardo não tem voto. Os votos que teve, aliás, em 2016, foram dados a ele, em grande medida, por Ilário através do efeito reverso da liderança do petista, já que Ilário garante que até o cachorro que o PM aposentado Assis cria saia com mais de 10 mil votos se for sair como oponente dele na urna eletrônica.

O Doutor Ricardo, porém, parece não ter percebido isto. Ele precisa que Ilário volte para a prefeitura para ter qualquer remota chance de liderar uma oposição que busca, agora, sombra em João Paulo. A sede de seus instrumentos de mídia contra o petista, porém, é tão grande que eles talvez sacrifiquem a estratégia pró-Ricardo e busquem enaltecer o governo de João Paulo que, se durar muito e for bem visto, enterrará qualquer pretensão do cardiologista em relação ao município. Tudo isto comprova que a liderança política de Ricardo Silveira é, para todos os efeitos, meramente superficial.

Em tempo, uma boa notícia para o Doutor: o editorial do DQ não vê chances de um cenário assim se concretizar. Quando perder de novo em 2020, será para Ilário Marques.

EDITORIAL

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