Câmara Municipal de Quixadá.

As coisas precisam ser ditas com clareza: Os vereadores quixadaenses estão sendo pressionados pelas ambições do médico Ricardo Silveira (PMDB), manifestadas através dos canais de comunicação de sua família, e precisam decidir se farão o jogo deles ou se confiarão na escolha do Povo.

Antes de qualquer outra coisa, quem representa com legitimidade a população de Quixadá é Ilário Marques, a quem foi confiado o voto da ampla maioria dos eleitores em 2016 e a quem o povo entregou os destinos da administração do município até 2020.

Não são as ambições políticas de terceiros o que deveria determinar as posturas adotadas pelos membros do parlamento local. Vereadores sérios olham para os assuntos em pauta na Câmara Legislativa objetivamente.

Objetivamente, é preciso que se diga, há muita informação sendo manipulada para levar os vereadores ao jogo político da família Silveira.

Ousam, até, brincar com a inteligência de membros do Ministério Público e do Poder Judiciário, quando apresentam questões que envolvem decisões administrativas ou políticas, tomadas pelo Poder Executivo, como se fossem peleja contra juízes e promotores. Não é. A gestão chega a um entendimento sobre uma coisa ou outra e decide que deve proceder segundo tal compreensão. Em um ambiente democrático sadio, impasses sobre tais decisões são tratados no âmbito do Poder Judiciário com naturalidade, sem que os agentes envolvidos se sintam em guerra.

Em Quixadá, porém, o ambiente de normalidade institucional é recorrentemente infectado por interpretações absurdas dos fatos, suposições e insinuações – que às vezes beiram à calúnia e difamação, e que viram manchetes sensacionalistas dedicadas a alimentar ódio político. Acredito, porém, que promotores e juízes atuem acima de tais disputas improdutivas.

Na verdade, aqueles que se dedicam a promover tal ambiente político infectado por factoides, rebaixam promotores e juízes, pois, na luta por suas ambições, encaram-nos como elementos facilmente manipuláveis pelas informações oriundas das trincheiras da única guerra que, de fato, acontece na Terra dos Monólitos: aquela que a família Silveira declarou à gestão de Ilário Marques desde que o povo de Quixadá lhes negou o direito de governar.

Aparentemente, aqueles que foram rejeitados pelo povo querem que o atual prefeito não tenha poder para tomar decisões ou para implementar as políticas que ele julga serem as melhores para os cidadãos e para as quais, logicamente, o povo o elegeu autoridade máxima do município. Eles não querem que Ilário governe. Simples assim.

Os vereadores precisam decidir se vão se deixar pressionar os quatro anos dos seus mandatos pelo jogo guiado pelas ambições políticas de Ricardo Silveira, defendidas pelos meios de comunicação de sua família, ou se vão fincar pé naquilo em que realmente acreditam e pelo que, até aqui, já se posicionaram, assim como o povo fez em 2016, nas urnas. Não é neles que o povo acredita. Se fosse, Ricardo Silveira não estaria na vitrine da Funasa, que lhe foi dada por Eunício Oliveira e por Michel Temer. Estaria no paço municipal, implantando, sob aplausos de sua mídia, algumas das políticas que hoje reputa serem erradas. Porque uma coisa é fazer discurso fácil de oposição, outra é pegar o leme e governar.

Aliás, o próprio Ricardo Silveira, se quiser ser mais útil, precisa decidir se as Caravanas do Coração vão continuar com regularidade ou se elas voltarão apenas mais perto do período eleitoral. Já que não dá nenhuma contribuição ao debate sério dos rumos de Quixadá, deveria pelo menos voltar a fazer mais vezes o que mais sabe: atender pacientes. Como “caridade”, claro.


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