João Hudson e Ricardo Silveira na campanha de 2012, que levou João ao poder em Quixadá.

Com apoio da sua base na Câmara Municipal, o ex-prefeito de Quixadá, João da Sapataria, quis afagar uma fatia importante do seu eleitorado e destruiu a eficácia do Código Tributário do município, que era exemplo para o Ceará. Nada menos do que 50 artigos do código foram desfigurados pelo ex-gestor.

Ao passo que produzia mais despesas, João investia na diminuição das receitas. Uma conta que não podia dar certo.

O resultado? O município perdeu a capacidade de arrecadação.

Na prática, Quixadá se tornou refém dos repasses obrigatórios da União e do Estado, cada vez mais limitados para lidar com as demandas, e ficou incapaz de realizar investimentos.

Em 2015, por exemplo, menos de 6% de toda a receita da prefeitura de Quixadá vinha da arrecadação própria. Um desastre!

Ruas destruídas, praças e prédios públicos deteriorados, obras pontuais que não foram feitas, intervenções urgentes não realizadas, tudo isto é o retrato da política fiscal e financeira adotada pela administração dos anos 2013 a 2016.

Hoje, ao criticar as tentativas de recuperar a capacidade de arrecadação própria da prefeitura, as mídias ligadas ao médico peemedebista Ricardo Silveira acenam com favor para as irresponsabilidades cometidas na era João.

Evidentemente, falta experiência administrativa ao Doutor e à sua equipe de marketing. Falta, também, entendimento do que está envolvido. O discurso das mídias de sua família sobre finanças, tributos e arrecadação é puramente superficial. Ao que parece, eles visam votos, não soluções.

Com as medidas irresponsáveis de João da Sapataria, o comércio de Quixadá viveu seus piores dias. Quem não vê a diferença entre ontem e hoje para o comércio local, das duas uma: ou é cego ou simplesmente não quer aceitar a realidade.

Para o cidadão de bem, comprometido com o melhor para sua cidade, resta fazer o seguinte: (1) torcer para que a política de recuperação da capacidade de arrecadação do município tenha êxito; (2) exigir do prefeito Ilário Marques que devolva, na forma de serviços e obras, os impostos cobrados.

De resto, os políticos que levaram a administração João ao poder não possuem a franqueza de uma cachorra parida para ensinar gestão fiscal e financeira a qualquer município brasileiro. A democracia, no entanto, permite a zoada. É compreensível: não tendo capacidade para fazer política, que se invista no barulho.

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