O médico quixadaense Ricardo Silveira vê o fio que segura seu emprego na Funasa cada vez mais frágil. Colocada no balcão de negócios do governo federal em troca da aprovação da reforma da previdência, a superintendência da Funasa no Ceará pode passar para outras mãos a qualquer momento.

Recentemente, Ricardo Silveira deu uma entrevista para a emissora de rádio da sua família sobre seus dois anos à frente do órgão. O tom era de tristeza e de despedida.

Médico Ricardo Silveira.

Há uma avaliação entre seus próprios apoiadores mais próximos de que a Funasa não serviu como a vitrine política que o médico esperava. Realmente, em vários casos, surtiu efeito contrário. Algumas comunidades tiveram pedidos de ajuda para perfuração de poços profundos recusados. Outras viram o serviço pela metade, com poços perfurados, mas nunca colocados para funcionar.

Longe da discussão sobre as demandas de Quixadá, o médico perdeu apoios que foram importantes em sua campanha anterior.

Nos bastidores, por exemplo, há a informação de que o empresário José Nilson, que foi candidato a vice-prefeito em 2016, se recusa a dar seu apoio novamente em 2020 a Ricardo Silveira. Do mesmo modo, o advogado Sergio Onofre, que coordenou a campanha do médico, afirma que em 2020 ele mesmo será candidato. Dezenas de ex-candidatos ao cargo de vereador, que antes apoiaram Ricardo Silveira, permanecem descontentes com o tratamento que receberam e relutam em oferecer novo apoio.

À beira da demissão do emprego que ganhou de Eunício Oliveira na Funasa, com menos apoio político em Quixadá e sem mostrar entendimento dos problemas do município, o médico concentra sua esperança em mais bate-bate nas redes sociais contra Ilário Marques e em uma nova rodada da caravana do coração, que deve começar a acontecer novamente.


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