Evento na Praça da Cultura, neste sábado, 27.

Os eventos de pré-carnaval em Quixadá se mostram exitosos de várias formas. Todos eles são marcados por forte adesão popular, alegria dos foliões e muita descontração. Fortalecem boa parte do comércio local e geram oportunidades de renda para famílias que trabalham com venda de alimentos e bebidas. Outra marca do pré-carnaval comandado pelo bloquinho Vai Que Eu Vou é a segurança.

De fato, até ontem, sábado, 27, nenhum episódio violento grave havia sido registrado. Seguranças particulares e a forte atuação da Polícia Militar geram um ambiente significativamente tranquilo. Famílias inteiras tem se sentido à vontade para ir aos locais onde a festa acontece.

Sem dúvida, o crime de homicídio praticado na Praça da Cultura, durante esta última edição do pré-carnaval, levanta preocupações, mas o que o episódio violento significa para o evento? O carnaval de Quixadá está ameaçado?

A violência que ceifou uma vida e deixou mais duas pessoas feridas é lamentável. Crimes do tipo também geram medo. O que aconteceu, porém, não pode levar iniciativas felizes à rendição. Isto seria equivalente a desistir da liberdade de reunião pública.

Homicídios são crimes geralmente planejados. Eles podem acontecer em qualquer ambiente ou lugar do mundo, não importando o nível de segurança.

O homicídio deste sábado não aconteceu em virtude do evento de pré-carnaval, como inacreditavelmente alguns querem fazer parecer. Há quem queira usar a desgraça alheia e o sofrimento dos enlutados até com finalidades políticas. É triste perceber o prazer que certas pessoas tem de apontar que o crime aconteceu no evento de pré-carnaval, como se o evento fosse o fator gerador da violência ou carregasse alguma culpa, ou como se a vida ceifada fosse o aspecto menos importante da ocorrência.

Crimes de homicídio como o que aconteceu na Praça da Cultura, quando, segundo a Polícia Militar, dois indivíduos chegaram ao local e atiraram contra a vítima, são precedidos por um planejamento mínimo. São outros os fatores geradores de tal tipo de violência e a Polícia Civil é quem investiga tais questões.

Apresentar os eventos que congregam pessoas no município sob uma ótica de suspeita, como se fossem intrinsecamente violentos e perigosos – quando não são -, significa agir contra os interesses da cidade. O pré-carnaval deve continuar.

Vale o mesmo para o carnaval. Nas redes sociais, algumas pessoas bem conhecidas pelo engajamento político e pela clara oposição ao atual governo municipal, fazem uso do episódio isolado de violência durante a realização do pré-carnaval, ocorrido na Praça da Cultura, para tentar aterrorizar os quixadaenses sobre o carnaval. Certamente querem que o evento seja um fracasso de público porque veem nisto uma forma esquisita de contar pontos contra seus antagônicos. O terror que estão tentando criar, espero, não vai vencer a alegria dos quixadaenses.

Tivemos no ano passado um evento de Pula Fogueira grande, com a Praça José de Barros lotada e nenhum episódio de violência. O povo de Quixadá é capaz de se reunir em paz e de brincar com respeito. A Polícia Militar tem feito um ótimo trabalho durante estes eventos. O pré-carnaval é um evento realizado por particulares, não é organizado pela prefeitura e, mesmo assim, a PM faz um bom trabalho. No carnaval, quando o poder público estará diretamente envolvido, a cooperação com a polícia vai ser muito mais estreita e abrangente.

Homicídios são pontos fora da curva e é realmente triste que uma ação criminosa deste tipo, que é cruel, que gera dor e luto, seja usada covardemente com finalidades políticas e como instrumento para fortalecer a torcida contra os interesses comuns da cidade.

EDITORIAL


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