Bares, restaurantes e igrejas podem se tornar motores da proliferação do coronavírus em Quixadá.

As aulas nas instituições de ensino superior, públicas e privadas, já foram suspensas em Quixadá.

As aulas da rede pública municipal também.

Um decreto da prefeitura foi emitido proibindo eventos com público superior a 100 pessoas.

Qualquer festa ou evento similar capaz de reunir centenas de pessoas na cidade não terá alvará autorizador para sua realização nos próximos 60 dias.

Todas essas medidas chegam em bom tempo, isto é, antes do ponto de maior alastramento do vírus no país, que deve ocorrer em duas ou três semanas.

É preciso que seja dito antes de qualquer outra coisa: o pânico é desnecessário. Mas não podemos desconsiderar o óbvio sobre a importância da prevenção.

A prevenção, feita especialmente pelo chamado “distanciamento social”, é uma das medidas mais importantes para diminuir a força com que o coronavírus vai atingir o Brasil nas próximas semanas. Assim, se você puder, fique em casa.

Não duvide da seriedade do coronavírus. Não compartilhe notícias falsas que minimizam seus efeitos. Países como Itália, França e Alemanha – para não dizer toda a Europa mesmo – foram colocados de joelhos pelo novo vírus. Dezenas de milhões de pessoas estão em confinamento domiciliar, por força de determinação governamental, para evitar danos ainda mais catastróficos.

Embora o coronavírus não tenha uma taxa alta de letalidade para a maioria dos infectados, ele os obriga a procurar ajuda médica por causa de sintomas tais como dificuldades para respirar. De fato, em alguns casos, os pacientes precisam respirar com ajuda de ventiladores mecânicos.

Agora imagine o que pode acontecer se muitos milhares de pessoas começarem a procurar nossos hospitais ao mesmo tempo? O sistema de saúde brasileiro, já cheio de deficiências, pode colapsar completamente.

O ideal, então, é impedir o máximo possível a propagação do vírus. As medidas de isolamento social são fundamentais.

Posto isto, o que sobra em Quixadá, depois do fechamento de escolas e universidades, para servir como motor de propagação do coronavírus?

Se você pensou em bares, restaurantes e igrejas, pensou corretamente.

Nesta semana, a prefeitura vai se reunir com empresários do setor de comércio para definir estratégias de prevenção. Divulgaremos as medidas que forem decididas. Mas antes mesmo de saber quais são elas, sugerimos a todos: é hora de dar um tempo na diversão noturna.

Sim, isto gerará algum prejuízo econômico aos que dependem do comércio de serviços e entretenimento. Nada que não seja recuperável no futuro. E nada comparado com a tragédia a que podemos nos expôr se desafiarmos irresponsavelmente o vírus que paralisou países inteiros ao redor do mundo. A vida e a saúde, suas e dos seus familiares, são mais importantes. Escolha cuidar do seu futuro. Escolha cuidar dos seus sonhos.

Que dizer das igrejas? Vão obedecer ao decreto municipal para evitar aglomerações de mais de 100 pessoas? Vão agir responsavelmente com seus membros? O melhor é adaptar-se às características destes dias difíceis e contribuir para a prevenção. Agir pensando no bem estar do próximo e na proteção da sociedade é a coisa sensata a fazer. Portanto, que as igrejas de Quixadá escolham dar exemplo e não se transformem em motores da doença, e sim da solução.

Cooperemos todos com as autoridades federais, estaduais e municipais de saúde. Cuidemos uns dos outros. Fiquemos em casa o máximo que nos for possível. Quando esta crise passar, e vai passar, olharemos para trás com orgulho por termos agido com responsabilidade e bom senso.

EDITORIAL


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