A incrível submissão de Ricardo Silveira ao instinto de perseguir Ilário Marques

O médico Ricardo Silveira perdeu a eleição municipal de 2016 para Ilário Marques. Desde então, ele tem utilizado a mídia de sua família, que hoje se reduz a um blog e à rádio Liderança FM para perseguir Ilário (a Monólitos AM está desativada por causa de ingerências dos seus proprietários). A Liderança FM em Quixadá deve ser investigada em breve por suspeita de violar a legislação que rege a transmissão radiofônica no Brasil. A família Silveira não passa um único dia sem que sua incapacidade de aceitar a derrota nas urnas não seja expressa de alguma forma através destes canais.

Depois de obedecer Eunício e apoiar a família Gomes no Ceará, e perder, Ricardo Silveira entupiu o peito de adesivos de Bolsonaro e correu para a sombra de Heitor Freire.

O próprio Ricardo aparenta se esforçar para descolar sua imagem dos ataques contra Ilário. Ele quer se mostrar diferente, deixar a culpa da perseguição familiar contra Ilário recair em cima apenas do seu irmão, Everardo Silveira, mas tem se comportado como os piores políticos brasileiros, agindo segundo interesses pessoais, negociando cargos, usando a Funasa como vitrine para se promover e barganhando com partidos políticos.

Recentemente, ao se deslocar para a Zona Rural em Quixadá, inventou que sua Hilux havia ficado atolada na estrada. Uma história sem pé nem cabeça.

Se alguma vez Ricardo Silveira foi o novo em Quixadá, já deixou de ser faz tempo. Não é à toa que em pesquisas realizadas nas últimas semanas, ele tenha perdido a preferência dos seus eleitores para figuras novas como o advogado Sérgio Onofre, que o supera em todos os cenários.

Na realidade, Ricardo Silveira se tornou nos últimos meses um verdadeiro babão do PSL, balançando a cabeça feito lagartixa para o deputado federal Heitor Freires, que é quem hoje pode dar as cartas na Funasa do Ceará. Ricardo havia negociado o cargo federal com que se beneficia agora com o ex-senador Eunício Oliveira, mas seus negócios atuais são com o PSL, e dizem que ele pode até deixar o MDB até 2020, para se filiar ao partido de Bolsonaro. Espera apenas para ver quais serão os resultados do novo governo.

Sem ideologia, sem ideias próprias e sem rumo político estável, o médico não esconde que se transformou num aventureiro ambicioso na política, um riquinho que nunca soube o que é dificuldade na vida, que nunca soube o que é ser do povo, e que se comporta conforme se move os pinos da bússola do poder.

EDITORIAL


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