Quixadá chega à marca de 150 mortes pela Covid-19.

É um dia triste para Quixadá, no Sertão Central, esta terça-feira, 18. A cidade está em lockdown, com todo o seu comércio fechado, o que não é bom de jeito nenhum, embora necessário neste momento mais crítico da crise sanitária. Junta-se a este cenário a terrível marca, atingida hoje, de 150 mortos pela Covid-19. Realmente lamentável que tenhamos chegado a este resultado!

Este mês de maio está sendo especialmente letal para os quixadaenses: já foram 31 mortes registradas somente nos primeiros 18 dias do mês. Lamentamos muito por cada vida perdida, por cada família dilacerada, por cada sonho de futuro destruído. Não são números apenas: são pessoas, são amigos e amores.

O mergulho nas estatísticas absurdas de mortes, dia após dia, durante mais de um ano, tende a nos fazer acostumar com isso, mas não podemos, em nome da preservação da nossa dignidade e da nossa sanidade, deixar que a mente normalize uma tragédia dessa magnitude.

É simplesmente inaceitável perdermos tantas pessoas desta forma para uma doença para a qual já existe vacina. Aliás, várias vacinas. O Brasil não é um país pobre. O Brasil é o celeiro do mundo. Sem o que é feito aqui, países ficam desabastecidos. Somos o maior fornecedor de alimentos da comunidade internacional. Estamos entre as 15 maiores economias do planeta. Temos um dos melhores sistemas de vacinação do mundo. Não existe justificativa para estarmos passando por esta situação!

É forçoso concluir, por mais revoltante que isto seja, que o morticínio que nos abate tem assinatura de políticos, e só está sendo possível pela negligência de inspiração genocida, pelas escolhas irresponsáveis e pela condução do enfrentamento da pandemia através da via do negacionismo da ciência, da medicina e da técnica.

Que cada uma das 150 famílias quixadaenses atingidas pela dor do luto recebam nossas orações e sentimentos de solidariedade. Que tudo isso passe logo. Queremos nos levantar juntos e viver de novo.


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