Durante campanha eleitoral em 2018.

O médico Ricardo Silveira já pulou do barco do PMDB. Esteve no partido enquanto podia se beneficiar dele. Conseguiu ganhar do ex-senador Eunício Oliveira o presente de consolo pela derrota eleitoral em 2016 e virou superintendente da Funasa no Ceará.

O médico sabe que sem Eunício no poder, quem manda na Funasa é o PSL do Bolsonaro. Então ele evita criticar o governo federal e usa as mídias da sua família como panfletos de campanha para si mesmo e para defender discretamente o governo. Ricardo quer chegar em 2020 como candidato de Bolsonaro em Quixadá, mas só se a popularidade do presidente estiver boa. Coisa de quem não tem lado nenhum, a não ser o lado das próprias ambições.

Sobre os protestos deste dia 15 de maio, em que milhões de estudantes saíram pelas ruas do país contra o criminoso corte orçamentário nas Universidades Federais, imposto por um governo cujo compromisso é com a ignorância e com o apagão cultural, Ricardo Silveira não disse nada. Até as 19 horas de hoje, nenhuma de suas mídias publicou qualquer observação sobre os atos, ignorando todos eles solenemente.

Na verdade, o blog da sua família chegou a defender muito sem jeito os cortes do governo ao publicar matéria que tentava minimizar o ataque do MEC contra as universidades. Doutor Ricardo nunca soube o que é ser estudante universitário pobre, pois foi bancado a vida toda por sua família rica, mimado como gente simples jamais poderia sonhar até que Lula quebrou esse ciclo.

Pelo visto, as lutas dos universitários só são importantes para o médico Ricardo Silveira quando estas podem ser usadas contra Ilário Marques, de quem sua família não esquece um dia sequer.


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