Areninha de Quixadá vai ser inaugurada nesta sexta-feira, 07.

A Areninha de Quixadá, construída pelo governo do Estado em parceria com a administração Ilário Marques, vai ser inaugurada nesta sexta-feira, 07. Camilo Santana vai estar presente e também vai assinar na ocasião a ordem de serviço para construção da rodovia que liga a sede do município ao Distrito de Dom Maurício.

Opositores do governo municipal, evidentemente incomodados, estão promovendo nas redes sociais um debate desrespeitoso com a memória de duas pessoas. Entenda.

A Areninha vai levar o nome do petista Francisco Sidney Cavalcante de Sousa. A proposição foi feita pela então Deputada Estadual Rachel Marques (PT), através da Lei 16.650, aprovada pela Assembleia Legislativa do Ceará em 27 de julho de 2018. Até aquela data, nenhuma figura de oposição havia se manifestado sobre o assunto, e a escolha foi feita sem nenhum veto a outros nomes.

Sanção do Governador Camilo Santana ao nome dado pela Assembleia Legislativa para a Areninha de Quixadá.

Depois que o nome da Areninha de Quixadá já havia sido definido por lei estadual, o vereador Marcelo Ventura, que se tornou opositor da gestão Ilário Marques, viu uma oportunidade de causar problemas políticos e de atrair críticas ao governo municipal. Resolveu legislar sobre matéria de competência estadual, como se fosse deputado e não vereador, e propôs na Câmara Municipal, em 05 de setembro de 2018, isto é, um mês após o nome da Areninha já ter sido escolhido pela Assembleia Legislativa, um projeto para dar ao espaço o nome de Manuel Carlos Nogueira. O prefeito interino, João Paulo de Menezes Furtado, obviamente outro desorientado, sancionou uma lei fora de sua alçada.

O debate é pragmático: opositores de Ilário Marques só propuseram outro nome para a Areninha para fazer futrica com o governo local. É simples. Se tivessem intenção de dar ao espaço outro nome, teriam procurado os deputados Osmar Baquit e Rachel Marques, ou mesmo outro parlamentar do estado, em vez de agirem atropelando suas competências. Mas não o fizeram por orgulho político, porque este orgulho era maior do que a vontade de dar nome a Areninha.

Depois, imagine se a situação fosse invertida, e que fosse Ilário e Rachel Marques pedindo que estes opositores escolhessem o nome que eles queriam para a Areninha. Sabe qual a chance deles serem atendidos? Zero! Se estivesse no poder destes opositores, eles apagariam da memória quixadaense toda referência ao nome de Ilário Marques e arrancariam o nome dele de todos os prédios públicos, praças e avenidas, escolas e postos de saúde que ele já inaugurou.

Usar o nome de pessoas mortas para produzir desgaste político em opositores é, no mínimo, coisa feia de se fazer, é antiético e viola as regras mais básicas da disputa política civilizada. Uma dúzia de outros nomes, todos igualmente justos, poderiam ter sido escolhidos. A escolha, no fim das contas, não é pessoal e não acontece à revelia de outros nomes. Manoel Carlos Nogueira, o Manuel Bananeira, foi um grande cidadão, e com certeza terá seu lugar de destaque entre as estrelas do céu quixadaense. O ideal é que seu nome seja lembrado com respeito, longe desse aproveitamento político e eleitoreiro que não o honra como ele merece. Na própria Areninha e em outros empreendimentos, certamente sua memória terá lugar de relevo.

O governo Ilário Marques precisa de oposição política de qualidade, não dessa papagaiada desrespeitosa que se especializou em bate-boca em rede social e nada sabe sobre soluções para os problemas do município.


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