Opositores de Ilário Marques estragam as oportunidades que recebem em Quixadá

Foram três meses desastrosos para Quixadá. Desde que Ilário Marques foi afastado judicialmente, em 16 de agosto, até o dia 23 de novembro, quando voltou, o município não viu um dia sequer de avanço em qualquer área. Deu-se o contrário.

Tudo o que estava sendo feito antes, embora com limitações, encontrava-se numa linha ascendente, oferecendo perspectivas de recuperação progressiva das consequências danosas dos anos anteriores de má administração.

João Paulo de Menezes Furtado, de quem se esperava que mantivesse o trabalho da equipe à qual derramava elogios no ano anterior, voltou-se para a oposição. Uniu-se a nomes como Ricardo Silveira, recebeu a proteção de suas mídias, mas sua administração foi terrível.

João Paulo deixou como legado uma cidade imunda de suja, entupida de lixo. Com o argumento de que estava se precavendo de ilegalidades, permitiu que o município mergulhasse no caos administrativo.

Somente em seus três meses de desgoverno, foram nove manifestações de trabalhadores por causa de atrasos salariais. Demitiu terceirizados sem construir, antes, um processo de transição com os aprovados no concurso de 2016, deixando postos de saúde, hospital e demais prédios públicos descobertos de serviços tão básicos como varrição e vigilância, e não pagou aqueles a quem demitiu. Milhares de crianças pararam de ir à escola porque os transportes ficaram estacionados, sem manutenção e combustível.

Claro que tentaram jogar – com ajuda das barulhentas ondas sonoras de sempre – a culpa no seu oponente que, curiosamente, estava corrigindo com êxito esses problemas que já se arrastavam desde outros tempos.

Viu-se, neste período, uma oportunidade de ouro para que a oposição a Ilário Marques pudesse mostrar que sabe governar melhor. Mas esta oposição teima em estragar as oportunidades que recebe. Fez isto em 2012, quando ganhou as eleições contra o petista e prometeu um tempo novo, “novos rumos, cidade próspera”, como diziam. Entregou um apocalipse que destruiu a máquina pública, atolou-a em dívidas e multas e em sanções administrativas, pelas quais ainda hoje paga parcelado.

Agora fizeram o mesmo. Não possuem projeto. Não possuem uma ideia clara do que querem para o município. Não conseguem oferecer soluções. Não sabem governar. Estão afundados na imagem da incompetência. Isto está muito claro para todos.

Tentam espalhar, agora, a ideia de que Ilário vai ser afastado de novo. Em vez de esperança, a população que já viu o desmantelo que fazem, sente é medo de que isto aconteça. Apelam, inclusive, para expedientes baixos, como calúnias e difamações das mais graves e ofensivas à honra de qualquer pessoa. Isto não dá voto, mas eles não aprendem.

Sempre entregam o jogo político “de mão beijada” a Ilário Marques. Ou esta oposição faz uma autocrítica séria e descobre o que lhes falta para governar bem, e se prepara, antes, para ganhar nas urnas e governar bem, ou a tendência será ficar por muitos anos ainda restrita apenas à zoada dos microfones.

EDITORIAL


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