Governo João da Sapataria foi o modelo mais recente de governo da oposição ao PT de Quixadá. Não por acaso, contava com total apoio do médico Ricardo Silveira, que busca voltar a influenciar os rumos da prefeitura.

Que a oposição ao atual governo municipal de Quixadá é boa de gogó, disto ninguém duvida.

Principalmente em anos de eleição, a militância anti-petista faz muito barulho nas redes sociais. Sabe falar mal de tudo, diz identificar os problemas da cidade e achar culpados.

No governo, porém, é um desastre.

Quixadá viu esse filme em 2012, por exemplo.

Basta a oposição barulhenta colocar as mãos na máquina pública para o município começar a entrar em colapso.

Os dados do Tribunal de Contas do Estado estão aí para provar.

De 2013 até 2016, Quixadá entrou em parafuso nas áreas fiscal e financeira, e o município teve suas portas de entrada para transferências governamentais obstruídas pela violação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Como resultado, parecia que tudo ia para Quixeramobim que, naquele período, virou a cidade líder em captar obras e recursos de outros entes da federação.

Servidores e demais funcionários da administração tinham de passar vários meses sem salários porque a prefeitura não conseguia honrar os pagamentos mensais.

Fornecedores deixaram de receber até que uma montanha de R$ 40 milhões em dívidas se amontoasse.

Os prédios públicos, as ruas, os espaços de convivência da população não receberam nenhuma manutenção e alguns ficaram irremediavelmente danificados.

Na saúde, os indicadores assombravam. A UPA chegava a receber até 400 pessoas por dia afetadas pelo descaso na luta contra o mosquito aedes aegypti. Ainda hoje há quem carregue as sequelas da zika, da dengue e chikungunya.

Na educação, gostam de esconder que, em 2008, Ilário Marques entregou Quixadá ocupando alguns dos lugares de maior destaque nos índices estaduais. Anos depois, entregaram o município nos últimos lugares, e ainda mentem, culpando os gestores atuais pelo resultado, quando qualquer especialista na área sabe que retorno na educação leva tempo, é tarefa de longo prazo. Felizmente, o cenário é de mudanças graduais positivas. Se a evolução não for interrompida, o quadro pode ser revertido dentro de alguns anos mais.

Mas hoje a oposição faz o que sabe fazer: gritaria e barulho, espumando o mesmo ódio de sempre pelo PT, pelo atual prefeito e por seus apoiadores. Foram derrotados em 2016, mas estão loucos para voltar em 2020, aparentemente sedentos para começar outra vez o processo de desmonte daquilo que vem sendo construído em termos de política pública.

Ilário Marques, mesmo com toda a sua experiência de gestão, teve que usar mais da metade do atual mandato apenas para reequilibrar as finanças e a área fiscal, às vezes com prejuízos políticos para si. Os problemas estruturais de Quixadá, enfrentados hoje apesar de todas as limitações que possuem os municípios diante de um governo federal que enfraquece cada vez mais as prefeituras, nasceram todos com a oposição ao PT de Quixadá.

Não sabem governar e carregam esta marca sem poder retirá-la da testa. As pessoas sabem disto, e esse talvez seja o motivo pelo qual a oposição tem tanta dificuldade em convencer.

Queiram admitir ou não, quase todas as boas coisas que o poder público fez em Quixadá nos últimos 30 anos foram feitas nos governos de Ilário Marques.

Disto a oposição também não pode fugir.

E sim, sabemos que dizer estas verdades os deixa irritados. Mais uma característica da incompetência.


Site desenvolvido por Agência Clig