Memorial ao Padre Luiz Braga Rocha, na Catedral de Quixadá.

“O povo de Quixadá, para perpétua memória, àquele que foi mestre e pastor.”

Esta inscrição aparece em uma pedra memorial dedicada ao Monsenhor Luiz Braga Rocha, cujas relíquias mortais descansam no interior da Catedral de Quixadá.

Padre Luiz foi um dos maiores benfeitores de Quixadá no século vinte. Em seu livro Retalhos da História de Quixadá, João Eudes Costa conta muito do que fez o religioso para que a Terra dos Monólitos se tornasse referência e líder no Sertão Central. Em 1937 , por exemplo, ele iniciou um projeto de construção do prédio que viria a se tornar a Catedral do município. O projeto teve imensa adesão popular.

Padre Luiz foi, também, uma inspiração no que diz respeito ao cuidado com os mais pobres, criando campanhas e agindo para lhes assegurar proteções básicas, principalmente em tempos de adversidade.

É curioso que a memória do Padre Luiz não seja tão festejada e homenageada como deveria pelos quixadaenses. Mas é escandaloso que sua memória, em nome de ambições políticas, seja violentada como foi nesta semana.

A população quixadaense conhece a disposição das mídias ligadas ao médico Ricardo Silveira para falarem mal de Ilário Marques. O objetivo é desgastar a imagem do gestor escolhido em 2016 e, com isto, colher dividendos eleitorais. Ricardo Silveira quer ser prefeito de Quixadá a todo custo, como se fosse membro de uma família real, destinado a ser prefeito desde que nasceu. A obsessão não poupou nem mesmo a memória do Padre Luiz e o espaço da Catedral, que é sagrado para os católicos.

Repórter faz molecagens sobre aquisição de serviços funerários, previstos em lei, dentro da catedral de Quixadá. (Foto: reprodução)

A direção da Rádio Liderança FM,composta por familiares de Ricardo Silveira, enviou para o interior da Catedral uma equipe de reportagens para fazer molecagens com a história de um registro de preço para aquisição de serviços funerários.

Na apresentação, feita sempre em tom jocoso, eles saem da catedral e vão para praça pública levando um caixão e dizendo que se tratava de um presente da prefeitura para o povo. A mangofa era com um serviço em prol de famílias em situação de vulnerabilidade social, previsto e regulamentado em lei específica. Trata-se de uma situação tão bizarra e digna de repulsa que é difícil descrever que tipo de motivação justificaria tal ato desrespeitoso.

Obviamente, na matéria eles não explicam qual legislação a prefeitura é obrigada a seguir para garantir a compra de serviços funerários; não dizem quais são estes serviços, dando a entender que se resumem à compra de caixões; não explicam qual a base legal para o cálculo do valor que aparece no registro de preço; e nem dizem que o valor, por ser apenas registro de preço, não será, de fato, usado em sua totalidade. Na verdade, ao dizerem que a prefeitura “vai gastar mais de meio milhão com caixões”, mentem, e mentem desavergonhadamente. Sabem disto, mas mentem mesmo assim. Quem dá ouvidos se torna vítima de manipulação da informação. É um desserviço ao próprio público, que merece a verdade.

Estas informações serão apresentadas em detalhes em outra matéria.

A molecagem que quer voltar a governar Quixadá é, na verdade, uma usina de desinformação e de engano, destinada a falar mal de Ilário Marques, como se isto fosse dar alguma vantagem às ambições do médico Ricardo Silveira que, por sinal, é assíduo frequentador de missas e que, sendo rico, não precisará de caixão doado pelo poder público. Como pôde permitir tamanho desrespeito com as pessoas vulneráveis, com a Catedral, com os católicos e com a memória do Padre Luiz?

A Diocese de Quixadá ainda não se manifestou a respeito.


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