SERVIDORES SE ESFORÇAM A DIMINUIR DISTÂNCIA ENTRE PESSOAS QUE SE AGLOMERAM NAS CALÇADAS

Os casos confirmados de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, em Quixadá, saltaram de 2 para 4 e, depois, para 6. Os casos suspeitos chegam a 27. O município está entre as 20 cidades do Ceará com mais risco de ser afetada pelo coronavírus, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Medidas duras de contenção de circulação, tais como fechamento do comércio não essencial e a instalação de barreiras impedindo o acesso de veículos coletivos ao território quixadaense, foram impostas, além das que estão em vigor por determinação do Governo do Estado.

O Diário de Quixadá obteve, junto a profissionais de saúde do município, a informação de que o número de casos confirmados pode ter um salto significativo nas próximas semanas, já que o governo está aumentando a velocidade para entregar os resultados dos exames, e também por causa do aumento da testagem que se espera que aconteça.

Para a secretária de saúde, Juliana Câmara, a realidade já é de transmissão comunitária.

Apesar da gravidade da situação, o que se vê é que a população afrouxa cada dia mais nas restrições da quarentena. Comerciantes que não possuem autorização para manter seus estabelecimentos abertos continuam desafiando o decreto de Camilo Santana. A estratégia que tem sido vista é a de manter a porta da frente aberta apenas pela metade. Lá dentro, porém, a movimentação de pessoas impressiona. Outros não tem qualquer cerimônia e mantém seus estabelecimentos com as portas abertas.

Grupos de pessoas circulam pelas ruas como se tudo estivesse na mais perfeita normalidade. O movimento no centro da cidade, principalmente durante as manhãs, chega a ser intenso.

É evidente que seria ideal maior atuação do Ministério Público na fiscalização direta desta situação, talvez em parceria com o poder executivo local, realizando operações surpresas nas ruas. Isso teria enorme força para coibir violações futuras das determinações do estado que visam proteger, em primeiro lugar, a vida e a saúde do povo.  A condição de absoluta independência do órgão de questões políticas e seu conhecido poder para investigar, processar e fazer cumprir a lei, precisa ser notado pela população agora, neste momento, em defesa da saúde de todos.

O que se vê em Quixadá é que, enquanto os números do novo coronavírus não se transformarem em nomes, as pessoas vão continuar achando que podem enfrentar uma pandemia como se ela fosse um feriado, férias ou algo do tipo. A tragédia caminha a passos largos para chegar à Terra dos Monólitos.

EDITORIAL


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