Lockdown: Quixadá tem dia histórico no combate ao coronavírus.

Quixadá – assim como outras cidades no Sertão Central – teve, nesta segunda-feira, 17, um dos dias mais incomuns da sua história, fato que não deve passar despercebido. Nos anos à frente, quem viveu nestes tempos vai tentar explicar aos filhos e netos o que aconteceu.

Pela primeira vez em sua história, o comércio quixadaense praticamente inteiro fechou suas portas por uma questão de saúde pública. Nunca antes os grandes supermercados instalados aqui tinham feito isso. Até as farmácias, estabelecimentos dos mais essenciais em uma cidade, pararam. Todas as compras, em volume muito menor do que o habitual, foram feitas pelo método de delivery. Nas ruas, vazio e baixo movimento.

Fato também inusitado é que pequenos mercantis nos bairros também aderiram ao fechamento. Pelo menos a maioria.

O prejuízo financeiro suportado pelo comércio nesta semana será, sem dúvidas, na casa dos milhões de reais. Custo baixo, se comparado ao valor da saúde e da vida das pessoas.

O desafio até domingo, dia 23, é manter o lockdown no mesmo nível desta segunda-feira. Com o passar dos dias, a paciência e as perdas financeiras começam a se avolumar. É normal que alguns tentem furar a barreira sanitária imposta a todos neste momento de crise, e para reagir a isso se põe de pé o desafio da fiscalização por parte das autoridades.

Desde que a pandemia começou, é muito provável que hoje tenha sido o dia em que o vírus menos circulou na Terra dos Monólitos. Na quadra nacional de sofrimentos e mortes pela qual estamos passando, isso é a história sendo desenhada bem na frente dos nossos olhos. Que tudo isso passe logo. Quixadá é terra de gente empreendedora, que quer trabalhar e movimentar a economia e a vida. Todos merecem a normalidade de volta. E nós a teremos mais rapidamente se não desistirmos de fazer as coisas corretamente.

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