Durante coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira, 09, Ilário Marques desmontou o discurso do chefão cearense do PMDB.

O prefeito de Quixadá, Ilário Marques, alfinetou o presidente do Senado, Eunício Oliveira, ao explicar porque o município está entre os escolhidos para sediar um dos cinco cursos de medicina que o governo federal pretende destinar ao Ceará.

Eunício havia dito durante a posse de Ricardo Silveira como Superintendente Estadual da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), na semana passada, que a luta de seus correligionários foi fundamental para que ele pudesse “canetar” a decisão pelo curso de medicina em Quixadá.

Durante coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira, 09, Ilário Marques desmontou o discurso do chefão cearense do PMDB. Explicou que a luta pelo curso de medicina em Quixadá, de fato, foi protagonizada por uma união de mãos. Disse que o credenciamento e aprovação de Quixadá aconteceram ainda durante o governo Dilma, quando o então Ministro Aluízio Mercadante anunciou o nome da cidade como uma das contempladas com o investimento.

O prefeito quixadaense revelou que, por causa do desleixo da gestão anterior ao informar ao MEC dados errados sobre a estrutura de saúde municipal, Quixadá havia ficado atrás de Quixeramobim e não constava na lista dos municípios que receberiam o curso de medicina. Foi uma ação protocolada na Justiça pela Deputada Estadual Rachel Marques que garantiu a continuidade de Quixadá na disputa, fato que ninguém contesta, mas que sua oposição prefere esconder.

“Estamos na certeza de que aquela luta que garantiu, via justiça, que Quixadá seria pré-selecionada, e, recebidas as visitas do MEC e do Ministério da Saúde, o município atendeu os critérios técnicos, numa próxima portaria deva entrar. Não existe essa portaria ainda e nós temos que serenamente aguardar vigilantes para que ela saia”, disse Ilário. “É isso o que existe de verdade. O curso já estava anunciado, a luta já tinha sido feita, já estava tudo liberado, Quixadá aprovado. Agora o que saiu foram as liberações dos primeiros editais, é só entrar na página do MEC para verificar toda essa história, eu não estou inventando”, acrescentou.

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Sobrou verbo até para uma alfinetada dolorida em Eunício. Disse Marques: “Saíram os editais para atender o Sul e Sudeste e alguém se apressou para dizer que também sairia em Quixadá e os outros municípios do Ceará. Vai sair porque já foram selecionados, já atenderam critérios técnicos. Agora temos que esperar a portaria do MEC anunciando. Eu não posso é embarcar numa onda politiqueira, porque eu tenho uma responsabilidade muito grande com a população. As coisas da política já estão tão desacreditadas que se você for fazer joguete político aí é que a população vai ficar sem saber em quem acreditar. Inclusive o presidente do Senado disse ‘eu dei uma canetada!’, que coisa!, não existe mais isso! Canetada era escolher o município por negociação antes da lei que diz como é que devem ser os critérios para ter um curso de medicina. Antes era por indicação política, agora não é, é por critérios. Por isso que nós entramos na justiça, por isso que nós ganhamos na justiça. Quixadá ficou dentro porque tem a lei e tem os critérios. Ninguém pode dar canetada. Isso é do tempo da Velha República. A não ser que estejam restaurando com o golpe a Velha República.”

Assista a fala do prefeito de Quixadá: 


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