Há um lobby em Quixadá destinado a incentivar o fechamento do Hospital Eudásio Barroso. Segundo tal ideia, ventilada principalmente em setores de oposição ao atual prefeito, oposição ligada a profissionais de saúde que lucram com atividade médica particular, o prédio não teria mais condições de funcionamento e deveria ser interditado.

É curioso que as pessoas que sugerem esse tipo de coisa são as mesmas que estiveram ligadas a dois governos municipais que, durante quase uma década, não passaram sequer uma demão de cal no local e o deixaram atingir patamares inaceitáveis de degradação estrutural. Destruíram o Eudásio Barroso e, agora, sugerem seu fechamento.

Antes de ser afastado do cargo, em agosto de 2018, Ilário Marques havia iniciado processos internos para promover melhorias no hospital. O prefeito interino, João Paulo, que se juntou ao grupo de opositores a Ilário Marques, interrompeu estes processos. Agora eles foram retomados e no próximo dia 23 algumas novidades serão anunciadas acerca deste assunto com a finalização do processo licitatório destinado à reforma.

No passado, a única iniciativa que buscou ampliar e modernizar o hospital foi do próprio Ilário Marques que, mais uma vez, enfrentou a força dos seus opositores com processos judiciais que interromperam as medidas. Acusações nunca provadas e das quais a justiça já inocentou o gestor foram escandalosamente e insistentemente usadas com finalidades eleitorais. Essa gente não tem vergonha nenhuma. Destroem Quixadá e tentam com todas as forças impedir que alguém faça o que deve ser feito.

A ideia de fechar o Eudásio Barroso é ridícula. Tal ação serviria apenas para matar com requintes de crueldade pobres em estado terminal, muitos dos quais recebem os últimos cuidados médicos da vida e qualquer medida de conforto medicinal internados ali. Sim, a estrutura não é a ideal, e a gestão atual está correta em buscar caminhos para melhorar essa estrutura, destruída por meia dúzia de incompetentes que se acham ansiosos para retomar o poder. Fechar a unidade, deve ser repetido, seria crueldade. Entregaria uma faixa de pobres às garras de quem cobra para salvar. Nem todos poderiam fazê-lo.

Além disso, varinhas de condão e medidas mágicas só acontecem no discurso fácil de oposição. Na prática real da administração pública, Quixadá não tem recursos para manter um local que acomode toda a estrutura necessária para receber todos os serviços ofertados pelo Eudásio Barroso. Tivesse um inexperiente ganhado a eleição de 2016, é provável que nem os serviços atuais estivessem funcionando. Zoada só serve para entreter programas de rádio sensacionalistas. Na vida real, já mostraram que não sabem governar. Ilário Marques, parece até coisa do destino, só chega ao poder em períodos em que precisa enfrentar os efeitos de todo o desastre administrativo causado por seus oponentes. Quixadá sabe disto e, exatamente por isto, seus opositores não conseguem superar os níveis enormes de rejeição que possuem.

Fechar o Eudásio Barroso significaria matar pessoas socialmente frágeis. Não é a toa que os defensores dessa medida sejam os mesmos que lucram com doenças e usam a caridade seletiva em caravanas eleitoreiras para tentar vender uma imagem menos podre de si mesmos.


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