Vereadores de Quixadá, legislatura 2016-2020.

O executivo quixadaense está descendo a ladeira, e está descendo numa velocidade impressionante.

Finanças, gerenciamento de pessoal, setor de projetos, organização da saúde, zeladoria pública, processo de recuperação da educação, tudo está sendo levado para a vala.

Não obstante as críticas feitas à gestão anterior – muitas delas merecidas -, o que se vê atualmente, com esta gestão interina, não tem paralelo. Nem o desastre administrativo visto nos anos 2013 a 2016 chegou ao ponto atual.

No afã de encontrar erros que possam ser usados para manter Ilário Marques afastado do comando da prefeitura, o prefeito interino, João Paulo, e sua equipe, não cuidam em criar uma linha de gestão, não mostram um rumo administrativo e só se importam em acusar e perseguir servidores e funcionários, criando um ambiente de denuncismo que em nada ajuda o próprio município. Para isto, contam com o apoio midiático de opositores de Ilário Marques.

De fato, quem dá as cartas na gestão de João Paulo em Quixadá, depois do alto comando municipal do Eusébio, é o Deputado Odorico Monteiro e o médico Ricardo Silveira. E apesar desta união de forças de oposição ao PT, Quixadá não avança um centímetro. A coleta de lixo, coisa básica, apenas para ilustrar, só funciona quando os garis paralisam suas atividades e depois que as ruas se entopem de sujeira.

Não obstante gostem de ver Ilário Marques afastado da gestão – e isto é inegável -, vereadores de oposição ao PT podem acabar, junto com os demais, pagando a fatura deste desmantelo.

Numa situação de evidente descontrole, no qual a extrema ineficiência da gestão pública afeta de maneira drástica a população, causando seguidamente situações de alto risco à segurança, à saúde pública e à vida humana, cabe aos vereadores, guardiães das Leis, a tarefa de impor limites e frear a descida na ladeira. Isto vale para todos os momentos, quer o PT esteja no comando, quer não.

Por isso mesmo, é hora do conjunto parlamentar parar e olhar com responsabilidade para o que se passa em Quixadá. Até quando vão permitir que a gestão interina conduza o município da forma como vem fazendo? Não é preciso esperar que a justiça tome medidas em relação às denúncias contra Ilário Marques. Agir em defesa do município não tem tempo apropriado, antes, é dever do parlamento o tempo todo.

Quando esta crise passar, todos olharão para trás e se perguntarão: o que a Câmara de Vereadores fez? Ficou apenas contente pelo afastamento de Ilário Marques e depois cruzou os braços para o resto? Deu carta branca para o prefeito interino destruir nossa já frágil rede de proteção social?

Como os vereadores esperam que uma postura deste tipo os reconduza ao parlamento em 2020? É aceitável que a máquina pública pare – como está parada -, em nome do argumento bobo de que dívidas foram deixadas? Ora, que inocente desconhece o fato de que nenhuma prefeitura do Brasil está livre de dívidas e, não obstante isto, funcionam minimamente? E quem pode, em sã consciência, afirmar que o primeiro ano de gestão de Ilário Marques não estava levando o município numa linha ascendente com destino a estabilização e melhorias?

Num cenário como este é que os grandes políticos se revelam. Não é necessário aqui dizer o que os vereadores precisam fazer. Eles o sabem.

EDITORIAL

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