EVERARDO SILVEIRA FILHO, DIRETOR DO SISTEMA MONÓLITOS DE COMUNICAÇÃO, USA SUAS MÍDIAS PARA ATACAR DIA E NOITE DESAFETOS POLÍTICOS.

O site Monólitos Post, de propriedade do presidente do diretório municipal do PMDB de Quixadá, Everardo Silveira Filho, publicou no domingo, 01, um texto no qual afirma que o Ministério Público estaria me investigando “por possíveis empregos fantasmas na Câmara e na Prefeitura de Quixadá.”

Embora eu não tenha sido procurado de antemão para comentar tais alegações, como manda o bom jornalismo – que não é praticado naquele antro de ressentimentos e fofocas, no qual se transformou o Sistema Monólitos de Comunicação -, creio ser minha responsabilidade fazê-lo.

UM POUCO DE CONTEXTO 

Carro que Everardo Silveira dirigia quando atropelou e matou mulher grávida. Os estragos revelam a força do impacto.

Farei minha defesa com a tranquilidade de quem pode dormir com a consciência em paz. Já o Senhor Everardo Filho não sei se pode dizer o mesmo, afinal, ele já foi condenado pela Justiça a três anos e seis meses de cadeia por homicídio culposo, mas respondeu o processo em liberdade e nunca chegou a cumprir a pena estipulada pela Juíza Ana Cláudia Gomes de Melo, no dia 21 de maio de 2014.

Dirigindo bêbado, o diretor da Rádio Monólitos matou atropelada Maria Joelma Uchôa, de apenas 23 anos, que estava grávida, destruindo os sonhos de vida de uma família inteira. A Justiça chegou também a proibir Everardo Filho de dirigir, determinação que nunca foi cumprida. De família tradicional e muito rica, Everardo conseguiu protelar o assunto no judiciário, em liberdade, até que o processo prescrevesse.

Penso que a ciência de ter matado uma jovem inocente com uma vida inteira pela frente, bem como o seu bebê ainda no ventre, é um castigo já muito grande. Posso imaginar os nebulosos sonhos e lembranças que este senhor deve ter por causa das suas memórias. Não deve ser agradável lembrar todos os dias quem ele mesmo é e aquilo que fez, não por fatalidade, mas por pura irresponsabilidade. Direção e álcool, definitivamente, não combinam.

Não digo isto por prazer em relembrar tamanha desgraça na vida deste elemento. Na verdade, há momentos em que sinto pena dele. Digo-o apenas para deixar claro o seguinte: antes de apontar seus dedos sujos para outras pessoas, como faz constantemente, este senhor deveria olhar para si mesmo e descer do pedestal de falso moralismo que ergueu para si.

Segue trechos da sentença que condenou o Diretor do Sistema Monólitos:

Trecho de sentença.

Trecho de sentença.

Trecho de sentença.

 

Mas vamos ao que importa.

SISTEMA MONÓLITOS MENTE NA SUA INTENÇÃO: NÃO TENHO EMPREGO FANTASMA!

1 – Desconheço qualquer investigação em curso contra mim. No entanto, estou inteiramente à disposição do Ministério Público para fornecer quaisquer informações que possam ajudar a esclarecer meus vínculos junto à Câmara Municipal e à Prefeitura de Quixadá. Sou um cidadão limpo, desfruto da boa fé pública como servidor municipal e, por conseguinte, nada tenho a temer. Quem responde a processo de improbidade administrativa e tem muito a explicar à Justiça é o Senhor Everardo Filho, denunciado pela Promotoria Pública de Justiça do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Quixadá por atividades suspeitas enquanto foi Secretário de Comunicação da Prefeitura em anos anteriores.

2 – Não é verdade que detenho empregos fantasmas na Câmara Municipal ou na Prefeitura de Quixadá. O Sistema Monólitos sabe disto e, por este motivo, covardes como são os seus dirigentes ao fazerem ilações contra aqueles de quem não gostam, usaram a expressão “possíveis empregos fantasmas”. Possíveis? Porque “possíveis”? Porque eles não tem certeza de que tais acusações sejam verdadeiras.

A função deste tipo de “jornalismo” é jogar informação falsa e manipulada ao vento e ver o que acontece. Com duas rádios e um blog nas mãos, parecem se sentir verdadeiros mandatários da verdade. É assim que eles tentam eleger o médico Ricardo Silveira – o derrotado de 2016 -, como prefeito de Quixadá: falando mal de quem não segue mais ao lado deles, até quando não possuem certeza de que aquilo que falam tenha procedência. Mas, convenhamos, é só o que sabem fazer. A única vez que tiveram sucesso apoiando um candidato contra Ilário Marques, colocaram João da Sapataria e sua trupe no poder, como mostra a foto abaixo. Todo o mundo sabe no que deu.

Everardo Silveira aparece vibrando atrás de João da Sapataria e do seu irmão, Ricardo Silveira. Nunca se recuperaram direito do histórico de apoio à pior gestão da história de Quixadá.

Cabe a quem supostamente fez denúncias provar o que disse. De minha parte, parece o bastante ressaltar que minhas funções, atividades, proventos e tudo o que diz respeito àquilo que faço na Câmara Municipal e na Prefeitura, como servidor efetivo, é de conhecimento público. Termos de cessão, medidas administrativas e portarias relaacionadas estão documentados, às claras, e todo interessado pode acessar tais informações através dos recursos de transparência governamentais. Não há nada que eu precise esconder sobre minhas atividades e não há nenhuma fonte de proventos que não seja aquela respaldada pela legalidade. Talvez o senhor Everardo Silveira devesse ter a mesma disposição para tornar públicos os seus processos na Justiça.

3 – Para não fugir à responsabilidade, porém, vou explicar aqui mesmo em que termos atuo no parlamento quixadaense. Se você é do tipo que não faz julgamentos antes de conhecer as duas faces da moeda, continue lendo.

Sou servidor efetivo da prefeitura de Quixadá. A pedido da Câmara Municipal, fui cedido pela prefeitura para atuar lá como assessor de comunicação. Sim, o salário é bom, assim como são boas as condições de trabalho. Não há motivo para esconder isto. Ao contrário, tenho orgulho de que alguns talentos que me foram dados por Deus sejam reconhecidos.

Existem três formas previstas em lei, portanto, corretas, para cessão de funcionários:

a) com ônus para o cedente, ou seja, o servidor permanece percebendo seus vencimentos pelo órgão ou entidade de origem;

b) com ônus para o cessionário, ou seja, para aquele órgão que recebe o servidor;

c) com ônus para o cessionário, mediante reembolso, importando dizer que o servidor permanece na folha de pagamento do cedente, e o cessionário faz o reembolso mensal da remuneração percebida pelo servidor, bem como dos respectivos encargos.

O convênio que rege minha cessão utiliza o método “c”. Ou seja, permaneço na folha de pagamentos da prefeitura, para perceber os vencimentos aos quais tenho direito como servidor concursado, mas estou também na folha de pagamentos da Câmara Municipal, para perceber os vencimentos aos quais tenho direito como assessor de comunicação. De toda forma, a Câmara está obrigada a devolver à prefeitura, através de reembolso, o valor do salário que continuo recebendo na folha de pessoal do poder executivo. De modo que, contrário às mentiras que contaram, não há duplicidade de pagamentos e nem acumulação irregular de cargos. A via pela qual recebo os proventos a que tenho direito é legal, é correta. Este, aliás, é o método que rege a maioria, senão todas as cessões de servidores municipais, não só em Quixadá, mas também na maioria das prefeituras. Se querem investigar a regularidade destes procedimentos junto aos dois órgãos públicos, Câmara e Prefeitura, investiguem. Estou completamente seguro da minha boa fé e da correção dos meus atos.

E falando em cessão, faço questão de revelar o seguinte: tanto Everardo Silveira Filho quanto Ricardo Silveira chegaram a me propor, no final do ano passado, que eu continuasse escrevendo para o Sistema Monólitos porque, segundo garantiram, eles conseguiriam que uma prefeitura da região, administrada por filiado ao PMDB, pedisse a minha cessão à prefeitura de Quixadá. É preciso dizer que o pedido de cessão não seria irregular. Acabei, porém, não aceitando isto e, desde então, os Silveiras parecem me detestar. Em vez de me embrenhar pelo caminho que eles pretendiam, aceitei o convite do presidente da Câmara Municipal de Quixadá, Ivan Construções, para trabalhar lá. É isto o que os Silveiras não dizem.

E tem mais.

O senhor Everardo Silveira Filho, que prega que é escandaloso o valor do salário que recebo, não tem a mesma consciência quando o assunto são os seus próprios negócios. Não teve pena de cobrar R$ 3.500,00 da pobre prefeitura de Ibaretama para publicar no site Monólitos Post e divulgar em rádio uma única matéria sobre evento realizado naquele município. Isto merecia ser investigado pelo Ministério Público e, de fato, foi denunciado por populares. De toda forma, este senhor ainda se dá ao despeito de qualificar outras pessoas como “vendidas”. E o seu Sistema de Comunicação faz o que, a não ser se vender? Talvez ele diga que o serviço é comercial. Ora, e porque essa regra vale só para ele? Onde ele meteu a coerência? Agora, ao contrário do método de fazer ilações covardes e sem provas que ele adotou a meu respeito, eu provo o que digo. Aí estão os comprovantes de empenho e de pagamento, mostrando o Sistema Monólitos pelo que ele realmente é: um rendoso negócio de família, no qual elogios não saem de graça.

COMPROVANTE DE EMPENHO:

 

COMPROVANTE DE PAGAMENTO:

 

4 – É preciso ressaltar que, contrário ao que o Monólitos Post, dos dirigentes do PMDB, dá a entender, o assessoramento que presto não tem  relação apenas com aquilo que é publicado no site institucional da Câmara, não podendo ser medido apenas por tal fator. Porém, é mais uma mentira a afirmação de que o site da Câmara estaria limitado a 29 matérias. Ali é possível encontrar todas as centenas de requerimentos feitos pelos vereadores, todos os projetos votados por eles, com links exclusivos para a atividade parlamentar de cada um dos edis, a antecipação das pautas de cada sessão, a íntegra dos documentos oficiais e muito mais. A argumentação do Monólitos Post é tão pífia que beira ao ridículo. Coisa feia. Trata-se de uma viagem na maionese do senhor Everardo Silveira Filho.

Espero ter esclarecido tal assunto.

COMPORTAMENTO RIDÍCULO COM OBJETIVO DE DIFAMAR

Mesmo afirmando que há uma investigação em curso, de forma irresponsável e criminosa Everardo Filho não espera o resultado final dela para fazer afirmações caluniosas, destinadas a macular minha reputação. Sem citar meu nome, como fazem os moleques e covardes para tentar evitar processos judiciais, publica frases jocosas em suas redes sociais, evidentemente se referindo à mim. É uma vergonha tal comportamento! Veja.

Um homem que se diz de família, adulto, empresário, presidente de um diretório partidário, diretor de duas rádios que afirmam ter responsabilidade social e que carrega a imagem de vários anunciantes, comportar-se desta forma só mostra ausência de maturidade emocional e de seriedade. Ao mesmo tempo em que se comporta como quer nas redes sociais, não aceita que outras pessoas o tratem como ele me trata. Abriu recentemente uma queixa na Delegacia de Polícia Civil contra uma pessoa por entender que ela, mesmo não citando seu nome, o calunia através de publicações no Facebook.

Everardo simplesmente não aceita ser contrariado. Recentemente, chegou embriagado a um estabelecimento comercial, estacionou seu carro e dirigiu-se ao recinto, onde tentou agredir com um murro o genro do prefeito Ilário Marques, Neto Dias. Acabou contido por seus próprios amigos, que não o deixaram externar sua fúria, motivada só Deus sabe por qual razão. A história foi levada ao conhecimento da Delegacia de Polícia Civil, onde um Boletim de Ocorrência foi lavrado.

Considerando tudo isto, eu, francamente, não me sinto atingido pelos ataques que o senhor Everardo Filho faz. Isto ridiculariza mais a ele mesmo. Não o torna um homem melhor. Não apaga seu passado. Não ajuda a eleger seu irmão como prefeito de Quixadá. Ao contrário, afasta a confiança e a simpatia das pessoas. Sob qualquer ponto de vista estratégico, é desastroso.

Por fim, desejo apenas que o senhor Everardo Silveira Filho melhore o próprio coração, retirando dele qualquer rancor e raiva que possa existir, até para ter mais paz na própria vida. Quanto a mim, não podia deixar que esta tentativa fajuta de macular minha reputação passasse sem uma resposta apropriada. Quem muito se abaixa, diz o ditado, a bunda mostra. Outro mais moderno assevera: quem escreve o que quer, lê o que não quer. Fico por aqui.

Gooldemberg Saraiva é editor do Diário de Quixadá 


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