Centro de Quixadá, no Sertão Central.

A quem interessa Quixadá voltar a ser uma cidade desorganizada? Que interesses escusos estão por trás de um vendedor ambulante que infringe as leis, afronta fiscais, cria algazarras e confusões e sempre tem por trás de si um vereador de oposição ao governo municipal que aparece defendendo a algazarra?

Nosso editorial esteve na AGEFISQ – Agencia de Fiscalização de Quixadá. A entidade é responsável pela aplicação e fiscalização do código de posturas do município, ou seja, é aquele órgão que busca manter a cidade organizada na perspectiva do bem coletivo. A Agefisq existe por lei municipal e independe de qual prefeito esteja governando. Ela existe hoje e vai existir sempre.

Numa operação na manhã de hoje, realizada com objetivo de evitar a ocupação irregular dos espaços públicos no centro, mercadorias foram apreendidas de um vendedor ambulante de frutas e verduras. Quando se observa pela primeira vez ou sem conhecer os fatos, a “indignação” do ambulante parece justa. Não é!

Muito parecido com algo tramado, proposital, arranjado, o citado ambulante já recebeu mais de 10 notificações, foi multado e sua atitude sempre é de afronta, desafio, desrespeito e violência junto aos fiscais da prefeitura.

Mas você pode pensar assim: porque a prefeitura não deixa o homem trabalhar? A prefeitura deixa sim. Esse mesmo senhor, assim como outros na mesma situação, foram cadastrados, alocados para a rua que dá acesso à Catedral, onde estão todos os vendedores de frutas e verduras cadastrados. Logo que a feira de frutas seja inaugurada, já que as obras estão avançadas, o mesmo terá o seu espaço especifico, sem ocupar irregularmente os espaços públicos de convivência coletiva e tráfego de pessoas.

Quem não lembra que ao lado da câmera municipal havia uma máquina de assar frango, onde escorria gordura pelo calçadão e causava transtornos aos transeuntes? Esquecemos quando os calçadões eram totalmente ocupados por vendedores ambulantes e o direito àquele espaço público era retirado da coletividade? Devemos aceitar que nossas ruas e calçadas voltem a ser ocupadas por mercadorias, veículos irregulares, roupas e cabides, carrinhos de mercantil?

Quando a população escolheu o prefeito Ilário Marques em 2016, foi na certeza de que ele mudaria essa realidade. E mudou!

Não faltam possibilidades, locais específicos e adequados para quem quer trabalhar. A prefeitura sempre encontra o mecanismo para solucionar cada problema individualizado. Mas a sociedade quixadaense não aceita mais a volta do caos e pelo que parece, essa gestão não permitirá o seu retorno.

O que nos surpreende é a posição de alguns vereadores da oposição que incentivam, talvez até coordenem a desorganização e a desobediência das leis. Aqueles que deveriam guardar as leis e posturas, são os que gritam como os bugios, animais silvestres que tentam vencer uma disputa ou marcar um território no grito. Não se faz política assim, não se ganha disputa política assim. Principalmente quando esses gritos são contra a cidade, contra a organização, contra a melhoria de Quixadá.

A quem interessa a desorganização da cidade? Simples: aos que já estiveram no poder municipal, promoveram a bagunça, a desordem, a sujeira das ruas, calçadões e praças, e nada fizeram por Quixadá. Esses defendem o caos e até querem voltar a governar a cidade para promovê-lo.


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