Eles querem que o carnaval de Quixadá volte a ser realizado apenas em clubes fechados

“Há mais mistérios entre o céu e a terra do que a vã filosofia dos homens possa imaginar.” A frase é de William Shakespeare e serve bem para explicar o que acontece em Quixadá.

Aqui, por trás de muitas críticas políticas aparentemente bem intencionadas, há planejamento e motivos escondidos que jamais seriam aceitos pelo povo se fossem expostas com clareza.

Há algum tempo um grupo de pessoas neste município está de olho nas oportunidades financeiras que o carnaval e outras datas festivas proporcionam. Nos bastidores se comenta que é o objetivo destas pessoas fazer com que o carnaval na Terra dos Monólitos seja realizado apenas em clubes fechados, onde os mais pobres não teriam vez e onde só pode se divertir quem puder pagar para entrar.

Na verdade, este era o modelo existente em Quixadá antes da primeira eleição do atual prefeito, Ilário Marques, que rompeu este ciclo e passou a realizar o carnaval em praça pública. Foi ele também que iniciou o já tradicional Pula Fogueira. Desde então, o povo jamais aceitou que o modelo anterior fosse posto em prática novamente, cientes de que a festa deve ser popular, para todos e todas, e não apenas para alguns poucos bem nascidos.

Mas o que deve ser explicado é que ainda respira entre um pequeno grupo de empresários e de alguns políticos em Quixadá, filhos de famílias ricas e de gente que há muito tempo atrás mandou na cidade, a vontade de fechar o carnaval em clubes restritos outra vez. Isto excluiria o povo mais humilde e geraria uma grande oportunidade para lucro financeiro. Este grupo, aliás, tem o seu candidato para 2020 e aposta nele, igualmente filhinho de papai, para voltar a dominar e explorar a cidade apenas para eles.

Se depender dos atuais gestores do município, isto não vai acontecer tão cedo.


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