Bolsonaro, em primeira aparição pública, faz esto que simboliza uma arma.

A tentativa de homicídio contra o Deputado Federal carioca Jair Bolsonaro não pode ser tratada como apenas tentativa de homicídio.

Bolsonaro é um candidato à presidência da República e, ainda que não seja melhor que ninguém, ele representa neste momento um segmento significativo da sociedade brasileira. Pode, inclusive, passar para o segundo turno.

Apenas para citar como exemplo comparativo, analise o micro-cosmo que é a sua rede de amigos no Facebook: vários são eleitores declarados do Bolsonaro.

Neste contexto, atentar contra sua vida, ainda mais em plena campanha eleitoral, para além de simples tentativa de homicídio, é também um ataque à democracia, uma maneira de tentar burlar as regras do jogo eleitoral; e da forma mais inaceitável possível, que é através da violência.

Bolsonaro deve ser vencido nas urnas, se esta for a vontade da maioria dos eleitores.

Qualquer outra forma de tentar vencer disputas eleitorais que não aquela legitimada pela Lei e pela democracia deve ser rechaçada com a maior dureza possível.

Por isso as manobras rasteiras, inovações jurídicas e escancarada parcialidade e empenho do judiciário para retirar Lula das urnas é tão condenável. Contra Lula tudo cabe. Um ministro diz uma coisa na sala e outra na cozinha. Impressiona! Mas este não é o assunto aqui.

Quanto ao crime contra Bolsonaro, homens e mulheres que respeitam a democracia devem exigir, primeiro, punição pela violação de seus direitos humanos básicos, quais sejam, à vida, à segurança, ao exercício da liberdade e à participação no processo político.

Depois, as autoridades precisam empenhar todos os recursos à disposição no país para tentar descobrir se a ação partiu de um único indivíduo, evidentemente desequilibrado, ou se há mais pessoas envolvidas.

Todos os envolvidos em tentativas de homicídio contra presidenciáveis deveriam ser enviados por muitos anos para a cadeia, sejam ou não violadores primários da Lei.

O próprio Bolsonaro é apontado por analistas dentro e fora do Brasil como uma grave ameaça à democracia. Mas é a própria democracia que garante sua participação nas eleições.

Ainda que alguém o ache inapto para governar o Brasil, vários dos sues amigos pensam o exato oposto, assim como, ao que parece, milhões de outros brasileiros. Atentar contra a vida do Bolsonaro é, desta forma, um ataque frontal à livre escolha destas pessoas.

Instituições viciadas e escancaradamente covardes e sem escrúpulos, mergulharam o país num Estado de exceção destinado a macular o processo eleitoral. Castraram o direito da ampla maioria dos brasileiros de escolher quem eles queriam no comando do Palácio do Planalto, conforme mostram seguidas pesquisas eleitorais. Não é correto desejar ou ficar feliz que um maluco (ou qualquer grupo por trás dele) dê o mesmo tratamento aos que apoiam Bolsonaro.

Portanto, que o culpado (ou cupados) pelo crime contra a democracia em Juiz de Fora seja trancafiado na cadeia por muitos anos. A punição precisa ser exemplar para ser suficientemente pedagógica.

EDITORIAL

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