Quixadá, no Sertão Central.

Após as revelações feitas à imprensa por Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da empresa Davati Medical Supply, de que o governo Bolsonaro teria cobrado US$ 1 dólar por dose de vacina para que as negociações de compra da AstraZeneca avançassem no país. A propina teria sido solicitada pelo diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, no dia 25 de fevereiro, quando o Brasil alcançou 250 mil mortos pela doença.

Roberto Dias foi indicado ao cargo pelo líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Já o presidente Bolsonaro indicou Roberto Dias para o cargo de diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em outubro de 2020, mas desistiu pouco depois.

Diante das graves denúncias de corrupção em cima de vacinas que salvam vidas, bolsonaristas de Quixadá, a exemplo do que está ocorrendo em todo o país, escolheram o caminho mais fácil: ficar calados ou atacar o ex-presidente Lula.

Diziam, em outros tempos, que se Bolsonaro desse sinais de envolvimento em corrupção, eles o tirariam do cargo. Muitos dizem não votar mais nele, mas outros, aqueles mais fanáticos, ainda se apegam ao político de estimação que aprenderam a ter. Se nem corrupção com vacinas é suficiente para acordá-los do transe devocional a Bolsonaro, dificilmente qualquer outra coisa o será. O negócio, para esses, é mesmo atacar Lula. Até Ciro está focado nisso, e todo o mundo sabe o motivo.

ESPAÇO PUBLICITÁRIO.


Site desenvolvido por Agência Clig