Ilário Marques conversa com cidadã no estádio Abilhão.

A situação em que uma cidade se encontra é resultado de um longo encadeamento de elos históricos, criados não apenas a partir das iniciativas de suas administrações, mas também – e principalmente -, pela ação concreta de cada cidadão.

Quixadá é, atualmente, a grande líder da região. É o principal destino do Sertão Central, é pólo econômico, universitário, de saúde e cultural. Concentra neste território, certamente, o maior número de mentes empenhadas na aquisição de conhecimentos de todo tipo. Tem nele a maior rede de ensino fundamental e médio.

É aqui, também, que milhares de universitários transitam todos os dias pelas ruas, vão ao cinema, frequentam bares, restaurantes, clubes, e compram nas lojas, nos supermercados, alugam imóveis, iniciam pequenos e grandes negócios. Quixadá respira juventude.

É somente natural que, em lugares como este, as gestões públicas sejam cobradas para se apresentarem a altura das complexidades de seus territórios.

Concorrem em desfavor de tal ideal a falta de recursos, a burocracia, oposição política burra e até a velocidade do tempo. Nada, porém, justifica a inércia. O que pode ser feito, com inteligência e de forma justa, deve ser feito!

É a disposição para reconhecer a existência dos desafios, identificá-los, planejar e atuar concretamente para soluções eficazes que torna uma gestão competente.

É desumano, porém, esperar que tudo o que há para ser resolvido o seja de uma única vez. Tal tipo de solução mágica não existe, exceto nos discursos fáceis e demagogos de aproveitadores desprovidos de qualquer compromisso com soluções, mas interessados apenas na crítica destrutiva e no interesse eleitoral, politiqueiro.

Qualquer cidadão quixadaense com um pouco de memória sabe que, do terceiro para o quarto ano da gestão anterior, praticamente ninguém mais acreditava na capacidade do ex-gestor de oferecer soluções para os problemas locais. Sem crença, sem confiança, o povo parou de cobrar. Não tinha mais motivos para fazê-lo diante do cenário administrativo apocalíptico ao qual o município havia sido levado.

A solução que o inconsciente popular – ou seria melhor dizer a consciência popular? -, esperava naquele período, estava nas urnas. E foi daí que Ilário Marques se sagrou vencedor na disputa eleitoral de 2016.

Desde que Ilário assumiu, sua gestão tem sido cobrada como possivelmente nunca se cobrou de qualquer outra neste município. Ela é, afinal, a esperança do povo, a confiança depositada no voto.

Espera-se muito de Ilário Marques e, ainda assim, espera-se só o que se devia esperar.

Os opositores que – na expectativa de ganhos políticos -, usam emissoras de rádio, blogs e também as redes sociais como uma imensa rede de fofocas para criticar e bater todos os dias na atual gestão, não entendem isto, mas acabam por fazer vibrar no inconsciente popular aquelas cordas que, vibrando, levaram à eleição do próprio Ilário em 2016.

Só se joga pedras em árvores capazes de dar frutos. E só cobram Ilário porque, ainda que não o digam, sabem que ele pode lhes dar o que pedem. E isto se chama confiança na sua capacidade de gestão.

Se Ilário vai, durante seu mandato, corresponder a isto, deixemos para avaliar no final. O fato é que ele tem todos os motivos para agradecer pelas cobranças. Elas são, acima de tudo, uma expressão de confiança popular e uma via certa para que as forças invisíveis da intuição coletiva, que geram vitórias eleitorais, continuem a seu favor.

EDITORIAL


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