A pandemia da covid-19 atingiu o Brasil em pleno ano eleitoral. A crise sanitária tem exigido dos gestores públicos, prefeitos, governadores e dos técnicos do Ministério da Saúde, concentração total no combate ao novo vírus.

A pré-campanha geralmente realizada neste período do ano, e que envolve encontros, articulações e juntada de apoios estratégicos, não está acontecendo nos moldes anteriores. O que não significa que os pré-candidatos estejam totalmente parados.

Nas redes sociais e nas emissoras de rádio, é intenso o aproveitamento da pandemia para promover a própria imagem. Há quem tente fazer isto criticando sem parar e sem medida as gestões públicas nos estados e municípios, apontando suas fragilidades para lidar com o coronavírus. Falar e criticar são coisas muito fáceis de fazer num cenário como o atual, já que nem mesmo super potências econômicas do mundo, como é o caso dos EUA, conseguem lidar com eficácia total com a situação grave a que o novo vírus as submeteu.

Assim, os aproveitadores de plantão sempre vão ter alguma coisa para apontar o dedo e a língua.

Há também aqueles que vão mais longe e violam a quarentena para se dedicar à pré-campanha. No último final de semana, o Diário de Quixadá recebeu várias denúncias de populares da localidade de Guarujá, em Quixadá, informando que um médico pré-candidato estava visitando famílias naquela região na companhia de um vereador aliado, o que certamente é absurdo.

Em desvantagem para se dedicarem ao convencimento de natureza política, os gestores públicos precisam focar em utilizar com inteligência os recursos mínimos de saúde de que dispõem, ainda mais enfrentando um Governo Federal liderado por Jair Bolsonaro, que é contra a principal medida de contenção do avanço do coronavírus, isto é, o isolamento social.

Principalmente aos eleitores cabe observar quem está tentando fazer a sua parte, dentro dos seus limites, para proteger a população neste cenário que ameaça a todos. É ao julgamento destes que serão submetidos no pleito eleitoral tanto aqueles que fizeram algo para ajudar quanto aqueles que somente aproveitaram o medo e a preocupação da sociedade para fazer politicagem apontando o dedo para adversários.

EDITORIAL


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