Oficialmente, nenhum político reconhece movimentações eleitorais em pleno 2021, um ano antes das eleições de 2022 e no meio da pandemia de coronavírus, com milhares de mortes registradas cada dia em todo o país. Soaria mal mostrar preocupações com a política durante a crise sanitária. Nos bastidores, porém, a ordem geral é agregar.

Passadas as eleições de 2020, com as feridas ainda abertas pela disputa acirrada nos municípios, aqueles mais espertos já viraram a página. De olho no futuro, não no passado, buscam de todas as formas possíveis manter e ampliar seus eleitorados.

Para os prefeitos, as eleições de 2022 são muito importantes, porque através delas se estabelecem parcerias políticas estratégicas para o futuro, que podem afetar as chances de reeleição e, claro, facilitar a administração das cidades até 2024. Apoios legislativos, estadual e federal, nunca são demais.

Para os candidatos ao cargo de deputado, estabelecer parcerias com os líderes políticos locais também é medida que se impõe.

De maneira discreta, porém, intensa, os políticos vão costurando 2021 no sentido de acolher novos apoios e manter os antigos. Até 2022 ficará claro quem teve mais sucesso em lidar com as demandas do poder.


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