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Vivemos em uma era empresarial onde o conhecimento é uma das peças primordiais para a garantia do crescimento contínuo e da consequente geração de lucro. Nesta perspectiva que se consolida a “Gestão do Conhecimento”, conjunto de processos responsáveis pela elaboração, aplicação e divulgação dos conhecimentos no ambiente organizacional e em todos que influenciam ou sofrem influência dele.

A utilização de recursos tecnológicos já não representa mais o único meio de garantir o diferencial competitivo para o alcance da tão sonhada sustentabilidade empresarial como acontecia à época da revolução industrial. Estes recursos hoje são ferramentas acessórias utilizadas para subsidiar o desenvolvimento e aplicação dos conhecimentos absorvido por meio das pessoas da organização no intuito de atingir as metas definidas estrategicamente.

A busca por uma gestão amparada por insights, best practices, sinergia e criatividade implica necessariamente na presença humana, sendo o colaborador um responsável direto pelo desenvolvimento de um modelo que ampare e garanta um correto processo de tomada de decisão.

O conhecimento para ser aplicado de forma exitosa, precisa ser composto por quatro elementos chaves. São eles:

– A experiência – conhecimento histórico adquirido com base na análise e compreensão de situações e acontecimentos;

– O juízo – o julgamento deve ser não apenas do que se é conhecido, mas deve refinar-se em respostas às novas situações e informações;

– As regras básicas e intuição – as informações não precisam ser construídas a partir do zero, o reconhecimento de padrões em novas situações são desenvolvidos ao longo das experiências e observações;

– Os valores e crenças – as pessoas e suas culturas, valores e crenças influenciam diretamente no ambiente organizacional.

O conhecimento pode ser ainda separado em níveis. O conhecimento cognitivo ou know what representa o conhecimento básico adquirido por formação e treinamento. As competências avançadas ou know how referem-se à capacidade de aplicação prática das regras no cotidiano. A compreensão sistemática ou know why expressa o conhecimento profundo. A criatividade auto motivada ou care why referencia a vontade, a adaptabilidade e a motivação para o alcance de metas e resultados.

A Gestão do Conhecimento somente terá sentido se aplicada com base nas estratégias de negócio de uma organização. O conhecimento gerado deve ser utilizado para servir à própria empresa por meio da reafirmação de seus valores e cultura. Percebe-se, então, que mapear os conhecimentos organizacionais pode ser crucial para a organização e para todos que participam do processo construtivo de resultados.

Localizar nos stakeholders empresariais fontes de competências específicas e dispostas para uso em cada necessidade surgida no ambiente corporativo pode conduzir à empresa ao topo da sustentabilidade e lucratividade, sendo este um dos grandes desafios empresariais da atualidade e motivo pelo qual a gestão de pessoas tem tido tanta ênfase no mundo dos negócios.

Gioconda Queiroz é administradora de empresas e escreve sobre gestão e negócios para o Diário de Quixadá. 


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