Sindicato denuncia: Garis em Quixadá estão passando fome e trabalham sob constante ameaça

Sindicato denuncia: Garis em Quixadá estão passando fome e trabalham sob constante ameaça

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Quixadá (Sindsep), divulgou, nesta sexta-feira (21), uma nota na qual explica que os garis que trabalham nesta cidade “não tem como comprar comida, pagar aluguel, água, luz e nem remédio.”

A categoria se reuniu com a Presidente do sindicato, Neiva Esteves, para discutir esses problemas. “As necessidades básicas [deles] não estão sendo supridas por falta de salário”, diz a entidade.

A nota do Sindsep explica que os salários de julho só foram pagos no dia 06 de setembro por causa de forte pressão. Naquela ocasião, o prefeito interino, João Paulo de Menezes Furtado, se comprometeu a não deixar atrasar o mês de agosto, porém, não cumpriu a palavra. Hoje já são 21 de setembro e os salários de agosto ainda não foram efetuados. Ainda segundo a nota, a administração Ilário Marques efetuava os pagamentos sempre no dia 12 de cada mês subsequente ao vencido.

O Sindsep entende que a responsabilidade imediata de pagar os garis é da empresa contratada, e deve ajuizar ação trabalhista contra ela; mas diz, também, que na ausência do cumprimento deste dever por parte da empresa cabe à prefeitura assegurar os proventos dos garis e garantir a continuidade da limpeza pública.

O que piora esta situação é algo gravíssimo e revoltante. Note o que o Sindsep denuncia: “Os garis são ameaçados a toda a hora de serem demitidos. Isso só porque estão reivindicando o pagamento de salário. Mas nos perguntemos: como trabalhar com fome? Como trabalhar deixando filhos em casa com fome? Não tem como, não é mesmo?”

Trata-se de um verdadeiro absurdo, uma crueldade sem nenhuma justificativa! É um verdadeiro atentado à dignidade humana o que a gestão interina de Quixadá tem feito a essas pessoas!

O Sindsep ainda afirma em sua nota que nem sequer há previsão, por parte da prefeitura, para efetuar o repasse do mês de agosto. Diante da ameaça de greve a partir deste sábado (22), a prefeitura se resumiu apenas a pedir prazo até segunda-feira (24) para tentar encontrar uma solução.

No final da reunião entre os garis e o Sindsep um almoço foi oferecido a eles. Um gesto simbólico para matar um pouco da fome de quem está trabalhando de graça e sob ameaça.

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