Ricardo Silveira corta insalubridade de 40% de profissionais da UPA na linha de frente contra a covid-19.

Os profissionais de saúde da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Quixadá, atuantes na linha de frente contra a covid-19, foram surpreendidos no início deste ano de 2021 ao serem informados de um corte em seus proventos e redução de quadros, medida adotada em plena pandemia de coronavírus pela nova administração municipal.

Desde maio de 2020, a prefeitura, então sob comando de Ilário Marques, passou a pagar 40% de insalubridade em cima dos valores dos plantões de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Agora, alguns desses funcionários foram informados de que o novo prefeito, Ricardo Silveira, decidiu cortar o benefício concedido pelo ex-prefeito.

O quadro de funcionários da UPA também foi reduzido. Antes com três enfermeiras e seis técnicos de enfermagem por turno, agora a escala mostra redução para duas enfermeiras e quatro técnicos de enfermagem por turno. Essa  redução, na avaliação dos servidores que conversaram com o DQ, mas pediram sigilo com receio de sofrerem perseguição, tende a afetar a qualidade dos atendimentos na UPA.

Em abril de 2020, enquanto Ilário Marques enviava para a Câmara o projeto de concessão de 40% de insalubridade aos profissionais de saúde da linha de frente da covid-19, mídias ligadas à família do médico Ricardo Silveira, atual prefeito, criticaram a ausência de insalubridade que, sabiam, seria concedida uma semana depois. Escreveram o seguinte no blog da família: “A gestão não demonstra valorização dos profissionais nem mesmo nesta época de pandemia da COVID-19, onde eles estão na linha de frente no tratamento das pessoas que foram infectadas pela doença. A informação traz a tona a total desvalorização da Prefeitura de Quixadá pelos profissionais que, além de realizar o importante papel de salvar vidas diariamente, têm atuado na linha de frente no tratamento e combate a pandemia do novo coronavírus.”

Agora, com apenas 13 dias à frente da prefeitura, Ricardo Silveira corta o benefício que exigiu que fosse concedido há oito meses.


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