Secretária de Educação de Quixadá, Lígia Leão (centro da foto), coordena os desafios de estabelecer ensino remoto durante pandemia de coronavírus.

Em todo o mundo, 9 em cada 10 estudantes estão temporariamente fora da escola em resposta à pandemia do novo coronavírus, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, muitas redes de ensino já suspenderam as aulas e estão lançando mão de soluções de recursos digitais de aprendizagem.

É o caso, por exemplo, do município de Quixadá, no Sertão Central, que já consolidou a realização de aulas remotas em sua rede pública de ensino. A prática se tornou necessária em virtude das medidas de isolamento social estabelecidas em decretos estaduais e municipais, no âmbito do combate ao novo coronavírus.

Gráficos mostram abrangência do ensino remoto consolidado em Quixadá.

De acordo com a Secretária de Educação, Lígia Leão, 75% dos estudantes da rede municipal, o que corresponde a mais de 9 mil alunos, estão se beneficiando da metodologia. Aqueles que não conseguem participar em razão das limitações de alcance da tecnologia e do uso da internet, recebem material impresso e são atendidos de forma personalizada, o que inclui acompanhamento e retorno sobre as atividades que executam.

Alunos estudam em casa. Atividades são acompanhadas remotamente por professores.

A decisão pelo ensino remoto teve aprovação do Conselho Municipal de Educação, que possui representação de setores estratégicos do próprio governo, incluindo a área da saúde, e da sociedade em geral. É este conselho que, conforme a Portaria Nº 16.06.001/2020, tem a atribuição de estabelecer medidas para o retorno gradual das atividades presenciais de ensino nas escolas.

A referida portaria estabelece, por exemplo, que um dos deveres do conselho é “elaborar protocolos de biossegurança para a verificação e a avaliação dos espaços físicos com as normas de sanitização” para, a partir disto, deliberar sobre o retorno das atividades presenciais. Assim, ao passo que cuida do ensino remoto no contexto da pandemia, Quixadá já está se preparando em várias frentes para o retorno às aulas presenciais assim que possível.

Modelo quixadaense se torna referência

Enquanto o distanciamento social se mantém e as aulas presenciais continuam sem viabilidade, o modelo de ensino remoto desenvolvido em Quixadá vai se tornando referência para outras prefeituras. Em Umari, no Ceará, a Secretaria de Educação implantou em todo o município o modelo quixadaense.

No Rio de Janeiro, conforme esclarece o professor Gilvan Oliveira, que atua no desenvolvimento de instrumentais para execução do ensino remoto em Quixadá, um diretor escolar entrou em contato e obteve o modelo para implantar em sua escola. Escolas de Fortaleza também demonstraram interesse. Além disso, professores ligados a prefeituras de São Paulo, Minas Gerais, Pará e Bahia também solicitaram o modelo criado em Quixadá.

Executar o ensino remoto exige, antes de tudo, boa preparação e planejamento. Em Quixadá, equipes de Tecnologia da Informação, ligadas a células pedagógicas da Secretaria de Educação, elaboraram instrumentais eletrônicos que facilitam o trabalho dos professores, como mostra o vídeo acima. Planos de aula e até diário de presença eletrônicos ajudam os professores a ganhar tempo e a focar na elaboração das atividades.

A Secretária Lígia Leão ressalta que “estas ferramentas de apoio aos docentes são muito importantes”. De fato, quando o assunto é ensino a distância, as pesquisas apontam que o trabalho dos professores tem papel significativo para assegurar uma boa experiência, independentemente da solução utilizada. Por isso, diante do cenário atual, em que são igualmente impactados pela pandemia, apoiá-los, pessoal e profissionalmente, é medida absolutamente essencial. 

Gooldemberg Saraiva
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