A sessão extraordinária do parlamento quixadaense, ocorrida nesta última quarta-feira, 25, foi bastante tensa. Uma multidão composta por aprovados no último concurso público, bem como por servidores efetivos da prefeitura de Quixadá, lotou o auditório e determinou o ritmo dos trabalhos.

De um lado, os procuradores do município tentavam explicar as razões da prefeitura para solicitar a revogação de algumas leis aprovadas durante a gestão de João Hudson, dentre elas as que concederam gratificações a certas categorias de servidores. Um dos procuradores, Alan Gardan, falou sobre inconstitucionalidades e questões de natureza fiscal que exigiriam a revogação das leis.

A prefeitura tem defendido que a revogação de tais leis é uma medida necessária para equilibrar as contas públicas e evitar privilégios e favorecimentos indevidos que inviabilizariam, por exemplo, a criação de um plano de cargos e carreiras.

Na outra ponta, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, representado por sua presidente, Neiva Esteves, condenou peremptoriamente as intenções da prefeitura, qualificando-as como “golpe contra os trabalhadores”. Para Neiva, a economia gerada pelo corte de gratificações a classes como a dos vigias não seria suficiente para oferecer alívio verdadeiro às contas do município.

Por diversas vezes, Neiva Esteves cobrou, sob os aplausos da platéia, que o prefeito também revogasse a lei que concedeu atualização para cima dos salários dos gestores municipais.

No final da sessão, ficou decidido que os vereadores só dariam prosseguimento com a discussão e votação das matérias de interesse do executivo depois que o Sindicato, juntamente com representantes das diversas categorias de servidores afetados pelas medidas, discutisse o assunto com o próprio prefeito. Reuniões com Ilário Marques começaram a ser feitas ainda na tarde do mesmo dia.

Suspensa, a sessão está agendada para ser concluída nesta sexta-feira, 27, a partir das 9 horas.

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