Parceria com brigadistas do CE visa combater desmatamento, incêndios e queimadas em Quixadá.

A tentativa de ocupação de forma desordenada no Residencial Raquel de Queiroz traz preocupação aos órgãos ambientais competentes, pois o local vem sofrendo agressão ambiental em suas áreas verdes. Sem nenhum estudo ou autorização dos órgãos ambientais, indivíduos estão ateando fogo para demarcar lotes.

Assim, técnicos da AMMA e da AGEFISQ, visitaram o local neste domingo, acompanhadas pela Associação dos Brigadistas do Estado do Ceará.

No local, o capitão Kleber Lopes, observou na hora da visita que as faíscas de fogo podem se alastrar com ação dos ventos, causando um dano maior Além disso, detectou outro tipo de agressão, pois em um das quadras invadidas há presença de um córrego (intermitente) que  se configura como uma APP- Área de Preservação Permanente, que deve ser preservada de qualquer ação humana.

Parceria com brigadistas do CE visa combater desmatamento, incêndios e queimadas em Quixadá.

Parceria com brigadistas do CE visa combater desmatamento, incêndios e queimadas em Quixadá.

O local é considerado área verde urbana, por configurar um espaço público com predominância de vegetação caatinga e com a presença de um recurso hídrico intermitente. O desmatamento causado consiste no processo contínuo de remoção da vegetação da área. Vale destacar que, conforme o Código Florestal 12.651/12, o projeto da prefeitura para o local trata-se de um espaço disponível para recreação, lazer, destinados aos propósitos somente de melhoria da qualidade ambiental arubana, proteção dos recursos hídricos e manutenção ou melhoria paisagística, indisponível para construção de moradia.

“Uma retirada ou destruição de uma área verde e com projeto para preservação da mesma, é um dos principais impactos ambientais gerados pelas atividades humanas, pois interfere no equilíbrio natural, trazendo impactos para a atmosfera, fauna e flora. Remover a vegetação, mais do que simplesmente derrubar árvores, é diminuir ou extinguir o habitat de diferentes espécies, desproteger o solo e também gerar impactos sobre os cursos d’água”, analisa a geógrafa Mara Lopes – Superintendente da AMMA.

“Proteger nossas áreas naturais em uma cidade cuja ocorrência da paisagem, levando em consideração os relevos residuais, que formam os inselbergs, também chamados de monólitos, não é uma opção, é uma forma de “agir para não falhar com a humanidade”, avalia.

Informe Público.


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