Número de pessoas monitoradas em Quixadá com sintomas da covid-19 cai para 187.

No dia 22 de junho, o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde de Quixadá informava que 549 pessoas estavam sendo monitoradas com sintomas da covid-19. Era a maior quantidade de pacientes com coronavírus ativo no organismo desde o início da crise sanitária.

Nesta quarta-feira (08), a boa notícia: esse número caiu para 187. É, por um lado, uma vitória enorme dos esforços de contenção do avanço do vírus, principalmente sobre as comunidades rurais, que se beneficiaram das restrições de circulação de transportes coletivos. Por outro lado, revela a face mais perigosa das pandemias: elas acontecem em ondas sucessivas. A primeira onda, pelo que parece, já passou sobre Quixadá. Se outras virão – e com que intensidade – vai depender de um conjunto de fatores que incluem o nível e a qualidade da atuação governamental, conscientização popular e ação individual.

Outro dado importante sobre o número atual de pessoas monitoradas é que esta é a menor quantidade de pacientes com o vírus ativo desde o dia 20 de maio. Isto significa que a situação epidemiológica de Quixadá hoje é melhor do que aquela da segunda metade de maio e primeira metade de junho, o pico da primeira onda de infecções.

Apesar de apontar declínio na incidência da doença, este cenário, evidentemente, não autoriza que a população baixe a guarda ou que a administração pública descontinue a intensidade de suas políticas de combate ao vírus. Isso é especialmente importante nesta fase de reabertura comercial, em que Quixadá saiu da fase de transição para a fase 1 no âmbito do plano estadual de retomada da economia. Uma segunda onda, possivelmente mais letal, se alimenta da ilusão de que o perigo já passou. Essa é uma lição básica extraída da história das grandes epidemias.

Gooldemberg Saraiva
Contato: bergsaraiva@gmail.com / (88) 997285254


Site desenvolvido por Agência Clig