Gestão interina de Quixadá não autoriza manutenção, veículos param e estudantes da UFC e IFCE vão ter que ir à pé

Gestão interina de Quixadá não autoriza manutenção, veículos param e estudantes da UFC e IFCE vão ter que ir à pé (Foto: Diário do Nordeste)

A gestão interina da prefeitura de Quixadá está levando serviços essenciais ao colapso total com sua política de bloqueio de gastos.

O prefeito temporário, João Paulo de Menezes Furtado, tem adotado o discurso de que recebeu uma prefeitura falida. Na verdade, o novo governo não tem feito nada a não ser procurar defeitos na gestão Ilário Marques.

Pessoas foram contratadas de fora do município com a finalidade exclusiva de futricar tudo e achar qualquer coisa que possa ser usada contra o prefeito afastado.

O descompasso entre demandas que se avolumam e soluções que não são oferecidas é grande.

Ao promover a paralisação completa da máquina pública, interrompendo serviços que, embora não fossem perfeitos, estavam funcionando dentro do possível, o novo gestor vai criando contexto para tentar decretar estado de calamidade e, depois, contratar com dispensa de licitações. É o tipo de roteiro conhecido em situações semelhantes.

As mais novas vítimas do engessamento proposital da máquina pública são os alunos do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Estes estudantes, é importante que se reconheça, já vinham enfrentando problemas com os transportes que os levam da Praça José de Barros, no centro da cidade, até os complexos educacionais, na área federal nas proximidades do Açude Cedro. Eles reclamavam da qualidade dos veículos e dos atrasos. Agora o problema se aprofundou.

Dos 15 ônibus da secretaria de educação, apenas 01 está circulando. Como a gestão interina não autoriza a realização de manutenção – nem mesmo da troca de óleo -, os carros simplesmente pararam por defeitos variados.

Os estudantes do IFCE e da UFC já não tiveram os serviços de transporte da prefeitura nesta quarta-feira (12). A partir desta quinta-feira (13), caso o prefeito não encontre uma solução, as centenas de universitários terão que fazer o trajeto caminhando, de carona ou pagando particulares pelo serviço.

Por enquanto, um ônibus da UFC e um micro-ônibus do IFCE estão fazendo o trajeto. Mas a direção das instituições afirma que o serviço é emergencial e não será mantido indefinidamente.

Se havia quem antes reclamasse do serviço que considerava ruim, hoje já não tem do que reclamar. Literalmente.

“Resta saber até quando o prefeito interino vai continuar impondo este regime duro de penitência e austeridade absoluta e autoritária à máquina pública. Mais dia, menos dia, isto precisa parar. O município depende da prefeitura funcionando. Com defeitos ou não, precisa funcionar. Não pode é parar”, comenta um servidor que pediu para não ser identificado.

O chefe dos transportes, Jackson Cabral, tentou alertar e pedir ajuda ao prefeito interino para não deixar que a frota de veículos parasse completamente e os estudantes fossem prejudicados. Recebeu como resposta sua exoneração.

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