Em julho, coronavírus matou duas vezes mais em Quixeramobim do que em Quixadá.

Os dois principais municípios do Sertão Central, Quixadá e Quixeramobim, vivem momentos diferentes no enfrentamento ao coronavírus.

Enquanto Quixadá vê seus números caírem, com menos infecções, menos internações e menos óbitos, o vizinho Quixeramobim passa pelas semanas mais difíceis da pandemia, com aumento substancial no número de infecções e, infelizmente, de óbitos.

Em julho, o coronavírus matou duas vezes mais em Quixeramobim do que em Quixadá. Neste último, a secretaria de saúde local registrou 15 novos óbitos em julho, alguns deles referentes a mortes que aconteceram em junho e que estavam sob investigação. Em Quixeramobim, os boletins epidemiológicos apontam para 27 mortes em julho. A situação continua muito crítica, demanda intervenção mais direta do Estado, dada a evidente incapacidade da administração do município para lidar com a situação.

A proximidade geográfica entre as duas cidades talvez sugerisse que ambos enfrentariam o pico da doença juntos, mas não é isso o que tem acontecido. Vale ressaltar que, embora sob uma intensa chuva de críticas de cunho político, Quixadá adotou medidas de combate ao vírus consideradas agressivas, como bloqueio intenso de áreas de irradiação de infecções, controle do fluxo de veículos do interior e ampla testagem, além de acompanhamento individual dos pacientes infectados desde as primeiras semanas. Tudo isso conta para que a cidade esteja em vantagem no enfrentamento da pior crise sanitária desta geração.


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