Após mais de um ano preso na cadeia de Quixadá, homem é inocentado da acusação de homicídio qualificado

Luis Crisostomo de Oliveira, 57 anos, havia sido denunciado pela prática de homicídio qualificado, com motivação torpe, e estava preso na cadeia de Quixadá desde o dia 13 de setembro de 2017. Ele matou com três golpes de faca o seu enteado, Luiz Gonzaga Nunes de Sousa, com quem mantinha rixa há vários anos. O fato ocorreu no dia 28 de abril de 1998, na Fazenda São Mateus, Zona Rural do município de Choró.

Crisostomo foi primeiro atingido com um tiro de espingarda no peito, disparo efetuado por Luiz Gonzaga. A defesa do acusado, representada pelo advogado Romero Lemos, teve êxito na apresentação da tese de legítima defesa, em julgamento realizado na manhã desta terça-feira, 21. Os jurados entenderam que Crisostomo reagiu ao disparo utilizando uma faca tipo peixeira para neutralizar o atirador, antes que ele recarregasse a arma e efetuasse novo tiro.

Ferido, Crisostomo foi internado e conseguiu sobreviver, mas guarda sequelas das lesões sofridas à época.

A mãe da vítima, ex-companheira do acusado, já idosa, prestou depoimento emocionada e pediu a condenação de Crisostomo. Ela presenciou o momento em que seu filho disparou contra o acusado e o momento em que o acusado o esfaqueou. Afirmou que seu filho havia apenas reagido a um ataque de fúria feito por Crisostomo, que estava chegando de uma caçada quando foi perseguido pelo acusado, versão preterida pelos jurados.

Reconhecida a legítima defesa do acusado, Crisostomo foi declarado inocente de homicídio e saiu do Fórum Desembargador Avelar Rocha livre, na companhia de amigos e familiares, após ter ficado preso por mais de um ano.

A sessão foi conduzida pelo juiz Wellington Alves de Mesquita, que tem feito um enorme esforço para dar celeridade aos processos envolvendo crimes de morte na Comarca, com até duas sessões do júri por semana.


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