Após histórias contadas no DQ, Ministério Público expede recomendação para coibir violência obstétrica em Quixadá.

O Diário de Quixadá contou em sua página no Instagram, nas últimas semanas, várias histórias de mulheres que denunciaram ter sofrido violência obstétrica em hospitais da Região. As publicações tiveram ampla repercussão e mobilizaram centenas de manifestações de outras mulheres, que contaram seus próprios relatos assustadores sobre o que sofreram durante suas gestações.

Diante deste cenário, que temos orgulho de ter veiculado aqui, o Ministério Público do Ceará, através da Promotora de Justiça Cibelle Nunes de Carvalho Moreira, expediu recomendação ao Hospital Maternidade Jesus Maria e José e a todas as Unidade de Saúde de Quixadá, visando coibir a prática da violência obstétrica.

Para o MP-CE, é obrigação das instituições ofertar atendimento humanizado em todas as fases da gestação, incluindo pré-natal, parto e pós-parto. O documento do MP-CE ainda ressalta que os profissionais de saúde que violarem os direitos das gestantes estão passíveis de responsabilização no âmbito civil, penal, disciplinar e ético-profissional.

Às instituições, o MP-CE recomendou a realização de palestras educativas e treinamento aos profissionais de saúde, para que saibam identificar quais práticas se configuram como violência contra as gestantes. A todas elas o órgão ministerial informou que deve ser permitida a presença de acompanhantes durante o parto e pós-parto. As instituições de saúde de Quixadá receberam um prazo de 10 dias para se manifestarem se aceitarão ou não as recomendações do MP-CE. Caso não aceitem, podem ser acionadas judicialmente.

O DQ considera a excelente e rápida reação do MP-CE uma recompensa extraordinária pelo uso correto, responsável e útil deste espaço de informação. A comunicação bem feita beneficia toda a comunidade.

ESPAÇO PUBLICITÁRIO.


Site desenvolvido por Agência Clig