A agente comunitária de saúde Maria Joelma Uchôa, assassinada em 2005 quando tinha apenas 23 anos de idade, será homenageada durante a cerimônia de inauguração do Posto de Saúde do São João, em Quixadá, bairro onde  exerceu sua atividade profissional.

Maria Joelma Uchôa, assassinada em 2005 quando tinha apenas 23 anos

Ela é lembrada com carinho por colegas de trabalho, que ainda se emocionam quando falam sobre sua morte prematura. Joelma tratava a todos e a todas em sua área de abrangência com grande cuidado e zelo e deixou ótimas lembranças no coração das pessoas.

O assassinato 

Joelma foi assassinada pelo atual diretor da Rádio Monólitos AM e Rádio Liderança FM de Quixadá, José Everardo da Silveira Filho. Ele dirigia bêbado após sair de uma festa, o Fiat Siena de placa HWB-6061 pela Rua Rodrigues Júnior, no Centro da cidade, quando atropelou as vítimas.

Fiat Siena de placa HWB-6061, conduzido pelo atropelador. Danos no veículo dão uma ideia da força do impacto. (Foto feita na época pelo Diário do Nordeste)

Joelma estava na garupa da motocicleta Honda Bizz, HXR-6459, que seguia na mesma direção do atropelador, quando foi atingida violentamente. Ela acabou sendo lançada para cima e caiu a vários metros do ponto de impacto. A morte foi imediata.

A história se torna ainda mais triste porque Joelma estava gestante da sua primeira filha. A bebê também não resistiu à violência da batida e morreu. De forma cruel e inesperada, a agente de saúde teve seus sonhos e sua vida interrompidos.

Pilotando a Honda Biz estava o marido de Joelma, João Paulo Gomes do Nascimento, que sofreu lesões pelo corpo. Ele perdeu de forma dolorosa num só dia sua filha e sua esposa. Durante todos estes anos, João Paulo tem convivido com a perda dolorosa da família, sem jamais ter obtido justiça. Uma dor irreparável.

Impunidade

Everardo Silveira, conhecido em Quixadá como Everardinho, chegou a ser condenado pela Juíza Ana Cláudia Gomes de Melo no dia 21 de maio de 2014, pelo crime de homicídio culposo, a três anos e seis meses de cadeia, mas nunca cumpriu um dia sequer da pena. De família tradicional e rica, conseguiu empurrar o processo na justiça até que o crime prescrevesse. Escapou impune.

Na época do atropelamento, Everardo era secretário municipal e tinha o desejo de ser vice-prefeito numa chapa com Ilário Marques, mas foi rejeitado pelo petista e desde então se utiliza dos seus veículos de mídia para perseguir Ilário, que já está em seu quarto ano de mandato, e para tentar promover a imagem do seu irmão, o médico Ricardo Silveira. Em 2016, ano em que o crime contra a vida de Joelma estava prestes a prescrever, Everardo e seu irmão perderam a campanha eleitoral pela prefeitura de Quixadá.

Em 2018, Everardo Silveira, novamente bêbado, parou seu carro num posto de combustíveis no centro da cidade e tentou agredir com socos e pontapés o genro do prefeito Ilário Marques, o advogado Neto Dias, que já estava no estabelecimento. O agressor foi contido por populares. Um Boletim de Ocorrência contra ele foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Quixadá. Neto Dias tem sido alvo preferencial dos ataques das mídias controladas pelo furioso diretor de rádio.

Atualmente, Everardo sonha em colocar as mãos, indiretamente, sobre a prefeitura de Quixadá e usa suas mídias para promover o nome do seu irmão, que ambiciona se tornar prefeito. Ele também tenta, por meio dessas mídias, humilhar adversários políticos. Tem no advogado Sergio Onofre o principal concorrente no campo de oposição a Ilário Marques.

Honrar a memória 

“A Prefeitura entendeu que a memória de Joelma Uchôa merece ser honrada porque ela prestou um bom trabalho aos cidadãos do município e no final foi vítima de uma grande injustiça. Nada repara o que foi feito com ela, mas as pessoas boas merecem ser lembradas”, disse a este site uma fonte ligada ao poder executivo quixadaense.

A prefeitura agendou a inauguração do posto de saúde do bairro São João para a sexta-feira, dia 09. Vale ressaltar que o equipamento deveria ter sido inaugurado ainda no mês de janeiro de 2019, porém, dificuldades com a empresa responsável pela instalação da energia elétrica resultou em adiamento.


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