Lula em Quixadá em agosto de 2017.

O Partido dos Trabalhadores (PT) estuda antecipadamente as paradas de Lula em sua viagem pelo Nordeste com o intuito de evitar aglomerações por causa da pandemia de coronavírus. A ideia é que Lula se movimente com discrição entre um local e outro em cada Estado, e em veículos fechados. Na agenda do ex-presidente não está programado nenhum evento público capaz de reunir um número grande de pessoas. A pessoas próximas, Lula tem dito que a participação em eventos maiores pode ser deixada para 2022, quando a vacinação contra a covid-19 estará mais avançada em todo o país.

O PT também tem se preocupado com a segurança pessoal de Lula, que continua em primeiro lugar em todas as pesquisas de intenções de voto. É notório que núcleos bolsonaristas nas redes sociais ameaçam criar baderna e usar de agressões verbais e físicas contra o ex-presidente, por quem sentem e manifestam raiva e ódio.

Esses apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, que já demonstrou não ter qualquer preocupação com aglomerações – antes, promove eventos típicos de campanha eleitoral desde o início da pandemia – tentam medir a popularidade dos concorrentes do presidente pela quantidade de pessoas que eles reúnem, sem levar em conta qualquer medida sanitária adotada por tais concorrentes.

Para o Ceará, Estado em que deve estar no dia 20 de agosto, a agenda de Lula inclui encontros com Camilo Santana, movimentos sociais, a direção do PT e lideranças de outras agremiações partidárias. Na última vez que Lula esteve no Ceará, em 2017, ele visitou a cidade de Quixadá, onde teve encontros com Ilário Marques e realizou reunião na Praça José de Barroso, que ficou lotada.

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