Fiocruz pede mais 14 dias de restrições severas no Ceará; sistema de saúde no Estado está no limite.

A Fiocruz avalia que todos os estados e as cidades classificados em “alerta crítico” em função da falta de leitos devem permitir apenas o funcionamento de atividades essenciais por duas semanas.

Com exceção de Amazonas e Roraima, todos os estados do Brasil e o Distrito Federal estão nesta classificação.

Além da restrição das atividades, os especialistas da Fiocruz afirmam que, para reduzir “cerca de 40% da transmissão”, seria necessário o uso obrigatório de máscaras por pelo menos 80% da população.

“Este colapso não foi produzido em março de 2021, mas ao longo de vários meses, refletindo os modos de organização para o enfrentamento da pandemia no país, nos estados e nos municípios”, disse o comunicado da Fiocruz, conforme publicado pelo G1.

O instituto ressaltou que as taxas de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 no SUS, verificados na segunda-feira (22), “continuam indicando um quadro extremamente crítico”.

No texto, os especialistas dizem que, apesar de o Amazonas ter saído da zona crítica para a de alerta intermediário, ainda possui uma taxa de 79% de ocupação.

Já nos demais estados, incluindo o Ceará, a Fiocruz aponta que a situação é cada vez mais grave, oque exigiria mais 14 dias de restrições severas.

“Na última semana, em Minas Gerais, a taxa cresceu de 85% para 93%; no Espírito Santo, de 89% para 94%; no Rio de Janeiro, de 79% para 85%; e em São Paulo, de 89% para 92%. A região Sul e a Centro-Oeste mantiveram taxas superiores a 96%. Piauí (96%), Ceará (97%), Rio Grande do Norte (96%) e Pernambuco (97%) destacaram-se com as piores taxas na região Nordeste”, ressaltou a Fiocruz.

O último decreto do governador Camilo Santana, que estabelece lockdown em todos os municípios do Estado, tem validade até 28 de março.


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