A juíza Kathleen Nicola Kilian, em respondência pela Comarca de Itarema, determinou a prisão preventiva de Pedro Felipe Monteiro e Pedro Max Monteiro, filhos do ex-prefeito daquele Município, Benedito Monteiro dos Santos Filho. Além deles, a magistrada decretou a prisão do advogado Carlos Eduardo Melo da Escóssia.

Os acusados foram denunciados pelo Ministério Público estadual (MP/CE) por supostos crimes de organização criminosa, desvio de dinheiro público (peculato), dispensa ilegal e fraudes em licitações de transporte escolar, nos anos de 2013, 2014 e 2015. Segundo a juíza, a prisão dos acusados se faz necessária para a garantia da ordem pública e econômica, além de preservar o erário, tendo em vista que os atos ilícitos praticados causam inúmeros transtornos à sociedade, já que verbas públicas, que deveriam ser aplicadas em áreas como saúde e educação são desviadas, visando interesses privados.

Pedro Felipe Monteiro foi preso na quarta-feira (26/07). Pedro Max Monteiro, ex-secretário de Administração e Finanças, que se encontra em Fortaleza, apresentou-se na quinta (27) à Polícia da Capital, segundo o MP. Carlos Eduardo não foi encontrado para cumprimento do mandado de prisão.

COLABORAÇÃO PREMIADA
Após acordo de colaboração premiada, homologado pela magistrada Kathleen Kilian, foi apurado que Pedro Felipe Monteiro exercia de fato a chefia do Poder Executivo de Itarema, apesar de não possuir cargo no início da administração municipal, em 2013, quando o esquema teria sido montado. Pedro Felipe e Pedro Max Monteiro estariam entre os principais responsáveis pela atuação da organização criminosa.

“OPERAÇÃO CARROÇA”
De acordo com as investigações apuradas na “Operação Carroça”, teria sido montado em 2013 um esquema fraudulento formado por servidores públicos municipais e empresários para a concretização dos objetivos criminosos, iniciando-se com procedimentos de dispensa de licitações, destinados à contratação de serviços de transporte escolar sob a responsabilidade da Secretaria de Educação de Itarema.Os acusados seriam os responsáveis pelas fraudes nos procedimentos licitatórios e mentores do esquema de desvio de dinheiro público, utilizando a máquina pública para satisfação de interesses privados.


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