Empresário disse que pagou propina ao ex-presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB-CE) em troca de obter mais contratos na Petrobras. Mariano Marcondes Ferraz, que tenta fechar acordo de colaboração premiada com o Ministério Público, delatou que os pagamentos ao político eram feitos em uma conta do próprio cunhado do empresário, “cujo beneficiário final” seria Eunício.

As informações foram divulgadas na noite desta sexta-feira, 8. Ao UOL, o ex-parlamentar refutou as denúncias. Curiosamente, ao ser procurada pelo jornal O Povo, a assessoria do ex-senador disse que ainda estava preparando o posicionamento oficial.

Condenado a dez anos de prisão pelo então juiz Sérgio Moro e denunciado novamente pela Operação Lava Jato, Ferraz é ex-executivo do grupo Trafigura, uma multinacional de comércio de petróleo. Ele tenta um acordo com os investigadores, mas não obteve sucesso até hoje, segundo fontes ligadas ao caso informaram ao UOL.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recebeu o pedido de colaboração premiada da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, mas mandou tudo de volta para os procuradores de primeira instância. Ela entendeu que não há políticos com foro privilegiado no caso ou fatos que tenham ocorrido durante o mandato deles. Por isso, o caso voltou a ser analisado pela força-tarefa do Ministério Público, que decidirá se aceita ou não o acordo proposto pela defesa de Ferraz.

QUIXADÁ

Eunício Oliveira é bem conhecido em Quixadá, pois é o padrinho político do médico Ricardo Silveira

Eunício Oliveira é bem conhecido em Quixadá, pois é o padrinho político do médico Ricardo Silveira, a quem ele deu o cargo de superintendente da Funasa em troca de apoio eleitoral e para que o médico tivesse alguma vitrine política para se expor, já que tem ambições para as eleições de 2020. Ricardo Silveira é filiado ao MDB e seu irmão, diretor da rádio Liderança, Everardo Filho, é presidente do MDB quixadaense.


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